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14.8.11

Parágrafo

 Certa vez, um apresentador de televisão pra dar ênfase ao seu programa declarava: "hoje foi escrito, sem dúvida, uma parte da história da televisão, se não um capítulo, um parágrafo bem gordo" o programa a qual ele se referia era mais um reality show chupado da televisão norte-americana, impressão de importância para certos acontecimentos permeiam a impressão de história, ciência, Bukowski sempre se referia a suas putas como as mais belas do mundo, seus antagonistas os mais cruéis, sem se importar muito com algum conselho julgando se isso era correto ou não, verdade, certo, direito, defina como definir, somos reis absolutistas dos nossos pensamentos o que nos leva a juiz e legisladores do nosso próprio gostar (ainda que baseado em outros), volto a este singelo espaço virtual (ou real?), para lhe dar a devida importância que ocupou nos anos já corridos, foi depósito de textos, confissões, desabafos, críticas, analises e adjetivos próprios, foi caixa de brinquedos, oficina de peculiaridades, percepções pessoais de espaço físico e social, porém, sabe como é ouvir o novo disco dos Strokes? É legal, mas não é mais a mesma coisa... Born to be wild... Be water... Talvez alguem numa última cadeira na aula de latim pergunte "e agora para onde os pensamentos irão ser jogados?" Bem, o futuro não é mais como era antigamente e "Por aí" seria o mais próximo de "algum lugar", outras mídias, espaços, praças, calçadas ou bares certamente serão contemplados, afinal "somos a porra da merda ambulante do mundo" como diria Durden, a vida segue o mundo gira e as palavras uma vez escritas fica na mente de quem as leu, 2012 logo ai e como é provável que o blogspot engulira todos os seus blogs falidos levando este junto, território de divagações sobre cultura pop por alguns anos, estes textos escreveram parte da minha história, e, senão um capítulo, um parágrafo bem gordo. 

15.12.10

Impressão de Realidade

Parte da minha monografia.

            "(...) Na noite de 28 de dezembro de 1895, houve a primeira exibição do "Cinematógrapho", máquina idealizada pelos irmãos Lumiére para o estudo do movimento de imagens, Jean-Claude Bernadet nos relata uma parte do que se seguirá naquela exibição:

  Uns filmes curtinhos, filmados com a câmara parada, em preto e branco e sem som. Um em especial emocionou o público, a vista de um trem chegando na estação, filmada de tal forma que a locomotiva vinha vindo de longe e enchia a tela, como se fosse se projetar sobre a platéia. O público levou um susto de tão real que a locomotiva parecia. [...] A imagem na tela era em preto e branco e não fazia ruídos, portanto não podia haver dúvida, não se tratava de um trem de verdade. Só podia ser uma ilusão. È aí que residia a novidade: na ilusão [...] Essa ilusão da verdade, que se chama Impressão de realidade, foi provavelmente a base do grande sucesso do cinema. (2009, p.12)

Bernadet se utiliza do termo “impressão de realidade” para denotar tamanho surpresa que o público demonstrava aos primeiros anos que se seguiu o sucesso da invenção dos Lumière, esta ”impressão” também pode ser encarada pelo fascínio que o movimento levava ao espectador, a imagem em movimento, o acontecimento em frente aos olhos só podia ser encarada como “fato”, aquilo “acontecia”, pois todos os presentes na sala “viram”, como não acreditar no que os olhos lhe mostraram? Se virmos um casal se beijando, como não dizer que estão enamorados? E o assassino do presidente que o matou em frente aos meus olhos? Como não acreditar que o povo de um pequeno país não é inimigo se eles atacam os soldados que nos protegem na tela a frente? Não se pode denotar manipulação ideológica aos primeiros anos do cinema, mas as teorias de realidade caem por terra ao passo que há um propósito de um idealizador por trás.
Instrumento ideológico seria um título apropriado ao cinema que tem em seu gérmen as manobras para a fraude das imagens exibidas, tomemos algumas produções recentes como exemplo: The Rundown (2003, traduzido para o Brasil por “Bem vindo a selva”) filme norte-americano de Peter Berg, os protagonistas se encontram na Amazônia brasileira e interagindo com populares, sendo que nunca se esteve no Brasil de fato, a quem é do Brasil, logo vai saber que os nativos não se tratam de habitantes locais, nem muitos dos costumes mostrados no filme, mas espectadores de outros países como não saberiam identificar tais peculiaridades, tomam aquilo por “verdade”, ao que vale para qualquer costume de um país desconhecido mostrado num filme, outro exemplo, The Passion of the Crhist (2004, traduzido para o Brasil por “A Paixão de Cristo”) filme de produção italiana e norte-americana realizada por Mel Gibson, opta em realizar todos os diálogos em aramaico, latim e hebraico, línguas da época em que o filme retrata, muito dessas línguas se perdeu com o tempo e não fora reproduzido, mas pensemos bem, ainda que fizesse todo falado com os mesmo dizeres da época não deixaria de ser, apenas uma versão?
Os exemplos citados são apenas mostras da “impressão de realidade” dita por Bernadet que surge no começo do cinema e que evidencia o caráter ideológico que o mesmo pode apresentar, o cinema traz em seu primórdio, deslumbramento e informação, e toda informação é contada pela ótica de alguém ou de um grupo, instrumento ideológico hoje indispensável a qualquer líder nacional ou grupo empresarial, o poder influente é de acordo com nível que atinge a população, dessa forma vamos observar como o cinema vai deixar sofrer inúmeras crises, mas nunca o poder das imagens, e pensar que os irmãos Lumière chegaram a dizer que aquele invento não passava de “uma coisa sem futuro”, se tornou nos dias de hoje, arte, entretenimento e antes de qualquer coisa, propagador de idéias.
A forma a qual encaramos o cinema nos dias atuais é bem distinta da do começo do século onde o cinema apresentava outra forma de interagir com a sociedade, se definíssemos em dois momentos, antes e agora poderíamos conferir didaticamente o caráter de realista, porém pouco estruturado no começo do século e complexo e consolidado, porém incorporado a uma banalização das imagens aos dias de hoje, mas a forma como nos manifestamos pelo que tomamos por realismo, por nossa persistência retiniana, permanece em essência. (...)"

26.10.10

T2


 “Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção"


 Assim inicia Tropa de Elite 2 - o inimigo agora é outro e pelas próximas duas horas o limite entre realidade e ficção fica pra concepção de cada um, desde a “retomada” na produção de filmes no país em 1995 não se via tamanho expoente, Tropa 2, que traz o capitão Nascimento (Wagner Moura)  agora Tenente-coronel a frente do comando do bope, bota traficante no saco e mete o dedo na ferida aberta do país.
 Confesso que o segundo título dos caveiras me levou a pensar num caça-níquel baseado no sucesso do primeiro filme, pensamento que não procede, os dois filmes tem sua auto-suficiência, e mostram que diversão e discussão social podem estar relacionados.
 O primeiro filme, com o sucesso em grande parte devido a pirataria, ao menos no que se refere a divulgação (ou você não assistiu tropa de elite antes do cinema?) ganhou as ruas no  que parecia um viral, as pessoas falavam de "boca em boca" do filme e queriam ver mais daquilo, documentários sobre o bope logo tornaram-se tropa de elite 2, 3, 4 (!!!) no camelôs mais próximos, evidente que o interesse da população pelo cinema de gênero se fez presente, desde quando o cinema deu seus primeiros passos no Brasil, o apelo do gênero se fazia presente principalmente nos sucessos e trazia com ele o interesse das camadas populares para a sétima arte, aqui acontece da mesma forma, o “povo” foi ao cinema e tornou o filme de maior arrecadação da história do cinema nacional (fonte: filmeB)
 Quinze anos se passam entre o primeiro filme e este segundo, não mais narrado pelo aspira Matias (André Ramiro), toma agora a locução do Coronel Nascimento como protagonista, e se no primeiro conhecíamos o grupo de elite da polícia, o bope, a polícia de farda negra especializado em executar marginais, neste eles servem apenas para menção, “o inimigo é outro” como o sub-título informa deixa a esfera local do conflito e aborda temas de maior amplitude nacional: a corrupção, o que mostra as "bolas" da produção em pleno ano eleitoral.



  Peculiar ver como em determinado momento do filme com a surra de um político corrupto na tela algumas pessoas no cinema aplaudem, a impressão de realidade ou de desejo se faz presente, José Padilha (diretor) e Bráulio Montovani (roteiro) trazem um filme que tenta explicar, as vez de forma até didática, as vias da corrupção, Padilha consolida sua carreira e se mostra o diretor brasileiro mais ousado do atual cenário, mostra disso está no roteiro que é complexo, atira primeiro, e pergunta depois, e ao bem da narrativa não poupa ninguém, as cenas de ação estão bem melhores, bem encenadas e cortadas, se posicionando em momentos clímax perfeitos.
 Atuações grandiosas a parte, Wagner Moura se mostra novamente excepcional, não se tenta fazer uma versão Jack Bauer ou McGyver tupiniquim mas sem dúvida o tenente-coronel nascimento é o herói brasileiro, herói que chora, grita, sente, afinal ele é o que muitos podem se identificar, um em meio a um sistema cruel e hierárquico dominado pelos que mais desprezamos, os corruptos. O filme é feliz em se posicionar com relação a corrupção do país sem esquecer a cartilha básica do cinema, um final reflexivo além de lineriedade na ação, ou mesmo diversão.
 O filme faz sucesso porque parece real ou parece real porque faz sucesso? Em meio a discussão sociológica que se faz presente, discuta, em casa, na mesa do bar ou então ignore-a e cada cachorro que lamba sua caceta.   
  


Este lado da blogsphera está por tempos desatualizado visto a execução da minha monografia, bjomeliga. 

27.8.10

1up


 Havia um tempo em que os jogos de vídeo não tinham fim, eram dimensões paralelas que tinha que fazer sentido levar alguns pontos coloridos até outros pontos coloridos, se passava horas pra bater seu próprio recorde, e os gráficos modestos eram compensados com o elevado nível dos desafios, em tempos em que  alguns sites e a televisão tentam aproximar seu conteúdo de uma interatividade ao público os games não só criaram esta opção como a expandiram para universos de opções... rola até um documentário disponibilizado no youtube bem interessante que e assisti há uns tempos ["a era do video-game" aqui] (ainda que com uma abordagem por vezes monótona).
 Ao ter em mãos o recém lançado Super Mario Galaxy 2 (maio desse ano), me levou novamente a sentir o ecstasy que os grandes jogos podem fazer conosco.

   
 Esse ano foi comemorado os trinta anos de Pac-man, é inegável a participação deste no desenvolvimento dos video-games, lembro-me como era desafiador passar fase após fase, Pac-man foi um dos jogos "divisores de águas", entender a importância de um game requer entender todo o contexto que ele está envolvido, Pac-Man trouxe o primeiro protagonista de fato dos video-games, o desafio de leva-lo por entre as pílulas amarelas era imenso e fascinante, e como era de se esperar outros personagens iriam ascender também marcando um novo conceito/gênero/estilo/geração como o bigodudo da Big-N.

 Meu primeiro video-game foi um mega-drive já em final de carreira (por volta de 1993) e seus surrados cartuchos de Ninja Gaiden e Street Fighter II - não vou contar minha história com os games em si, e sim com o personagem aqui principal - pela metade da década de noventa surgiu o que tenho até hoje pelo maior video-game de todos os tempos, o Super Nintendo, com seus gráficos melhorados, som melhorados e uma infinidade de jogos que iam a todos os genêros - isso se não os inventava - era uma verdadeira academia nerd entre os moleques que não jogavam futebol muito bem, sua importância é tamanha que ficará para um post especial, quando Super Mario Bros chegou melhorado ao Super Nintendo e o encanador italiano se transformou no maior ícone dos games, foi uma verdadeira revolução em 2D que não parou ali, a cada jogo os japas da Big-N se superavam, definiam novos parametros de qualidade ( inclusive Super Mario 3 é o meu favorito do SNES) mas, a aposta mais arriscada já feita pela Big-N estava por vir.

 No final da década de noventa os games não pensavam em outra coisa se não o mundo tridimensional, já há algum tempo presenciado nos cpu's. Eu usava sapatos engraxados pra ir pra escola, assitia trapalhões depois do almoço e tinha um Nintedo64, sim um N64 ao invés de um Playstation, ele era um video-game sensacional que perdeu-se por arriscar no uso de cartuchos, muito mais dispendiosos (e oldschool) que o uso de cd como a Playstation propunha, junto ao console, vinha Super Mario 64, muitos fracassaram na transposição para o tridimensional (Pac-Man que o diga), mas foi ali que Mario Consolidou a Nintendo, esta perdeu por vários anos jogadores e dinheiro para a Sony com seu Playstation e Playstation 2, mas uma coisa  era certa, nunca deixou de primar pela qualidade, o N64 fracassou, ok, mas teve alguns dos melhores jogos que já joguei na vida (Zelda, Mario 64, Banjo&Kazooie, etc...).

 Falando sobre Games nas nossas vidas, pensem bem, os games ocupam um espaço nas lembranças de muita gente e seria injusto ignorar sua influência no cotidiano de quem os teve tão próximos por anos (muitos ainda aos dias atuais), parecida a outras formas de entretenimento, os games tambem podem ostentar status de arte? Te envolver e te emocionar não seriam requisitos? confesso que ainda não se chegou nas fórmulas ideias para se "atingir" o público mais profundamente, mas já se vê um avanço, mesmo sendo um nicho posso falo a todos que tenham posto um controle em mãos um dia, quem não jogou Zelda por horas e se sentiu um elfo atrás de sua princesa, encarar um Call of Duty vestindo o uniforme e indo à guerra, lutar contra várias pessoas do mundo só pra saber o desfecho do final de Street Fighter, superar-se e passar obstáculos e montar quebra-cabeças em Prince of Persia? Os jogos ficam um pouco em nós mesmo depois dos controles deixados de lado, e num dia desses, quando menos esperava, deparei-me com uma obra de arte vinda da Big-N.
Breve Comentário a Super Mario Galaxy 2:

 SMG2 é a diversão em si, sem a pressão de criar um jogo do encanador para seu mais recente console, SMG2 é um Galaxy incrementado, com novos power ups, a participação de yoshi e uma dinâmica mais direta, aqui se joga em forma de tabuleiro (utilizado tambem em New Super Mario Bros.Wii) as aventuras corpos esféricos vira referência de qualidade mais uma vez e como de costume várias citações a jogos anteriores é introduzida de forma inteligente, é como se fôssemos surpreendidos com coisas que vemos há mais de quinze anos! (eu so tenho 23), o grande "Ás" de SMG2 está no seu próprio desenvolver que traz uma renovação na sua jogabilidade a cada fase o que faz com que nos deparemos no seu decorrer sempre com um novo "brinquedo", é a primeira vez que um console tem dois jogos de plataforma do bigodudo, o que cabe dizer que deu certo, o visual e a trilha são sublimes e foram levemente modificados do original, em resumo, é virar criança novamente, é lindo.

      

18.5.10

História, educação e coisa e tal.

 Era um dia qualquer da semana, tomava algumas cervejas pra celebrar a aprovação de um conhecido em uma universidade quando um muleque (um cara com três anos a menos que eu), me indagou a respeito do ofício de historiador, não no sentido marcblochiano da discussão, afinal ele nem conhece esse sentido, e sim nos termos de qualidade dos atuais professores de história de cursinhos, fiquei surpreso, afinal não é a todo momento que esse tipo discussão se faz longe das salas da universidade.
 "Tudo bem vamos a discussão", foi o que pensei com um meio sorriso no rosto, a princípio pensemos o seguinte, o professor de história não viveu a maior parte do que ele ensina, ele sabe o que ele aprendeu pelos livros, e que pode confirmar parte daquilo pelo que vivencia em seu cotidiano, certo?
 Exemplifiquemos; entendamos fatos e acontecimentos históricos como um quebra-cabeça, com o passar dos anos esse quebra-cabeça vai perdendo peças, afinal muito das peças é a memória de quem viveu o fato, para acontecimentos muito antigos onde todos que o presenciaram já estejam mortos, há apenas algumas peças, a função do historiador é utilizar de sua interpretação pra recriar as peças faltantes do acontecimento, e assim recria-lo, não nescessáriamente fiel mas respaldado em documentos, e a cada historiador, novas peças por conseguinte de novas interpretações, e assim a história se forma um eterno quebra-cabeça - tentava passar aquelas noções ao rapaz quando o churrasco chegará quentinho a mesa.
Indiscutivelmente o IHGB (instituto histórico geográfico brasileiro) trouxe benefícios ao estudo das ciências humanas e principalmente em firmar uma história como "oficial", essa história é importante entre outros motivos para o fortalecimento do sentimento nacionalista na população, pensem comigo, você só defende aquilo a que tem apreço, certo? é mais ou menos por isso que a história oficial existe, firmar o nacionalismo e provocar a defesa da pátria que agora, tem uma história, tiradentes de traidor do império virou herói e por ai vai..., mas o ponto em que eu queria chegar era, essa não é a única história, existem inúmeras outras, a "história oficial" é apenas uma versão, se pegarmos centenas de pessoas para contar o que aconteceu no mesmo dia, vamos ter centenas de histórias individuas sobre um mesmo dia, e mesmo que duas pessoas passem o dia juntas, fazendo as mesmas coisas, cada uma vai ter uma versão do que aconteceu no dia; Por que não seria assim na hora de se ensinar história? a formação dos professores é diferente, a forma didática diferente, os livros utilizados diferentes, as mídias utilizadas de forma diferente e em suma, as pessoas são diferentes, daí uma interpretação dos fatos vai levar a uma exposição dos fatos condizente ao que cada um entendeu.
 O professor de história de um cursinho tem de apresentar outros fatores além do conhecimento, como boa dinâmica e oratória, e uma boa compactação do assunto para o devido objetivo, o vestibular, professores que tenham esses atributos são produtos da seleção que o sistema capitalista produziu na educação, o que  por momento não cabe aqui a discussão (e sim a primeira que agente iniciou), é fato que escrevi aqui mais do que disse ao rapaz, mas acho que deu pra ele pegar o pensamento, que em meio aquilo o fez botar o dedo na ferida ao indagar:
 - E sobre religião?.
 Talvez nem ele soubesse o que queria perguntar, mas entendi que ele queria saber, provavelmente se eu era ateu ou não (ou mesmo testar minha pouca idade), tenho pra mim que o historiador, e prestem atenção na contradição que tenho comigo mesmo, tem de ser neutro, ainda que isto seja impossível, vejam bem, o cara nasceu, cresceu, foi educado e vive no mundo de uma forma, vocês acham que ele tem alguma influência? Claro! todas ao seu redor são influências, então não há como dizer que alguém é neutro na forma de contar uma história, seja ela informal ou didática, o jeito de falar, pensar, se articular, etc... tudo isso tem informações do seu tempo, tomemos de exemplo um filme sobre um acontecimento passado, "Descobrimento do Brasil" por exemplo, toda vez que alguém fizer um filme sobre este tema será diferente, uma nova versão, e se for feito em épocas diferentes o abismo se intensificará.
 O neutro a que me refiro é no sentido de ser ao máximo imparcial no ensino de história, e assim, provocar o aluno, fazer este procurar conhecer e defender o seu respectivo lado/ponto de vista, na religião não é diferente, independente da religião do professor ele tem que contar as atrocidades e os benefícios do cristianismo, ateísmo, islamismo, judaísmo, etc... não é a toa que os professores de história tem certa fama de ateístas, muitos sabem que grande parte dos feitos da igreja tinham interesses distintos do "divino",  fazer o aluno pensar por si é a meta que todos professores tem de se dar, a cerveja acabará naquela hora e fui pra casa dormir.


nota: Caso haja alguma referência a outra obra no texto foi feita pelo meu inconsciente. 

15.4.10

Sobre Russo

A década de noventa foi um período estranho, principalmente para quem passou a infância, tudo naqueles anos "ria" dos anos oitenta ainda que fazendo muitas coisas recicladas, tudo ali começava a "limpar" mais as cores fortes da década passada, com pouco sucesso diga-se de passagem, as roupas eram estranhas e hoje motivo de deboche, o rock mundial começou várias experimentações que posteriormente deram certo enquanto o nacional fazia variações dos mesmos acordes com letras pseudo-intelectuais.
 Em meio ao caos visual e mental dos anos noventa, uma professora me atentou para uma letra de uma banda, foi ler e virar fã na hora, era "pais e filhos" do Legião Urbana (nesse tempo eu ainda era comunista por vocação), foi então que conheci Renato Russo, líder, interprete e compositor daquela banda, nunca antes tinha dedicado algumas linhas a esse período da minha  vida, como no último dia 27 de março Renato completaria 50 anos e em meio ao hype formado no twitter e na mídia em geral relembrou-me os motivos pra mim ter deixado a Legião Urbana nos anos noventa.


 Legião Urbana, (junto ao Nirvana e Oasis) talvez seja a maior responsável de eu não ter virado "chicleteiro", hoje posso ter uma visão "de fora" daqueles anos e perceber como a percepção daquele período mudou, eu cresci com as letras de Renato, não nego isso, mas há muita hipocrisia nessas "homenagens" a qual muitos estão fazendo, primeira coisa, você que é fã de Legião e assim como eu já ouviu tudo que ela fez (o disco "dois" é meu favorito), incluindo os álbuns solo de Renato: não dê ibope pra essas regravações caça-níqueis, o Renato Russo morreu, aceite isso, regravações com fulano de tal e os dizeres "parceria inédita" é tudo lixo, esses tipos de disco são feitos pra usurparem de fãs a paisana, pensa só, os caras tinham duas ou três músicas inéditas do cara, regravam outras com outras pessoas, juntam gravações dele falando umas merdas e botam no mercado, afinal o "cara é o Renato Russo, os fãs querem", BULLSHIT!! não se envergonhe brasileiro, isso acontece em todo lugar, temos que combater, dado o recado sigamos.
 É quase unanimidade de que os fãs de Legião Urbana são dos mais chatos do país, perdendo por pouco para torcedores do Flamengo, fãs de Engenheiros do Hawaí e Cearenses, Renato Russo é um ícone diferenciado no cenário rocker do país, escrevia bem, e sua sonoridade ainda que nada inovadora, servia de forma eficiente as letras, agora sejamos sinceros, a forma messiânica como ele é tratado é tediosa, não me admira que o rock Brasil não cresça na mídia grande (tv), ficamos a sombra de um bom escritor de rock, onde uma maior homenagem seria se começássemos a ver o rock nacional como algo que pode crescer por seus meritos "vivos", não por se espelhar em figuras importantes do passado que em si copiavam do mainstream, o que eu quero dizer é, entendam Renato Russo como um produto do seu tempo e não um fim no rock Brasil.

Nota mental: nunca vi Sex Pistols no som do Legião.        

23.2.10

Perdidos

Texto pessoal com uma pitada
de spoilers pra quem não viu 
Lost até o 604

 Alguns assistem por puro exercício do ócio, outros deixaram de assistir, e estes tem razões cabíveis, mas a grande maioria assiste por que gosta mesmo, os motivos variam de pessoa para pessoa, seus personagens, sua trama, seus mistérios, Lost é um fenômeno incontestável, não é a minha serie favorita, mas é das poucas que me enrrolam descaradamente e ainda a acompanho. 

"Don’t tell me what I can’t do!"

 Mais uma vez Lost retorna do recesso para 1) sua última temporada e 2) surpreender-nos mais uma vez, depois de inovar e porque não dizer renovar a televisão, Lost mais uma vez nos traz uma nova forma de narrar seus episódios, depois de flash-backs e flash-forwards, visões "Desmondianas",  e por vezes episódios parecidos mudando apenas a visão de quem o fazia, Lost traz os Flash-sideways, que para melhor compreensão do termo e do episódio em si recomendo aqui, o intuito deste texto é dizer porque assisto Lost, ou pelo menos continuo assistindo.
 Os Flash-sideways, são uma visão de um universo paralelo, um "e se..." do então enredo da serie, um avião cai numa ilha e seus sobreviventes descobrem que aquilo não foi mero acaso, e se o avião não tivesse caido é o que vemos nos FS. A série criou uma mitologia tão forte que muitos assistem na esperança de desvendar todos os mistérios criados, sejamos francos, eles não vão responder tudo, e além do mais, talvez isso seja a graça, não sou adepto do "me engana que eu gosto" mas, pensem só, o motivo nem sempre tem uma explicação geometricamente alinhada a trama, os números podem ser apenas neuras do seu guardião, como nos mostrou o episódio recente, episódio este que me fez revisitar novamente os bons momentos que tive com o seriado e também dar motivo pra escrever no blog, nunca antes dedicado algumas linhas a serie, o personagem principal aqui é Locke, o cadeirante a qual na série aprendemos a ver pronto pra "qualquer parada", este é o único personagem que não quer sair da ilha, afinal a ilha tirou sua enfermidade e o transformou vivaz novamente, em seu FS, acompanhamos um homem enfrentando sua deficiência e com uma grande reluta na hora de aceitar isto, afinal, é como se todo o conhecimento e tática que vimos nesses seis anos estivessem presos na cadeira, e é nesse ponto que destaco aqui, só neste episódio pude contemplar a amplitude dos FS, não é dos melhores episódios da série, é o melhor da temporada sem dúvida, mas a simplicidade do episódio mostra como Lost justamente não precisa de muito, seus idealizadores, fazem cenas antológicas com os pequenos detalhes que o destino tem em nossas vidas, no episódio 603, o ato de Saywer jogar o anel na água por exemplo, neste episódio, o rasgar do cartão do médico pela esposa, entre outros, são essas pequenas coisas por qual Lost chegou onde está.
 Assisto Lost por que antes de tudo me identifico com a série, e nisso posso ser clichê, mas quem não se sente perdido por vezes? quem não viu um déjà vu e ficou com aquilo em mente por tempos? quem não sabe que qualquer decisão, miníma que seja pode influenciar todo o futuro?
A serie traz estranhos de diferentes personalidades/origens que estão interligadas de algum modo, me senti por vezes assim, de repente acordamos e os amigos foram embora, as namoradas te deixarão, os amigos da universidade estão trabalhando longe, a familia não se reúne como antigamente, só resta então as lembranças, não ache que é um post triste, e sim um post de contemplação, contemplação ao que o futuro nos reserva, enquanto estamos vivos tudo pode acontecer (e não me diga o que não posso fazer - "Locke"),   no caso da serie é uma copia descarada da vida em si, muitos se vêem, inclusive eu na hora de pagar o pão, ir ou não a uma viagem, aceitar ou não um convite, etc... não preciso dizer que também espero que a série revele muitas coisas, mas de ante mão a mim o revelar é uma das cartas ao enredo que antes de tudo conta, a vida. (poético?).

Vai ser a primeira série que assisto por completo (mesmo), em seis anos, nós consumimos Lost ou é Lost que nos consome?  

19.12.09

Avatar [ou] Já vi isso antes

 Estava eu na quarta fileira do cinema, com um rufles e um chá de pêssego assistindo ao novo filme de James Cameron quando *ESTALO - eu já vi isso antes - pensei.


 Eram pouco mais de 16 horas quando lembrei que Avatar, o novo filme de James Cameron estreava às 17:30, me arrumei e tirando "Bastardos Inglórios" poucos filmes me convenceram a sair de casa, incomodei-me com a molecada que o filme trazia, mas não mais do que a dublação (a qual @nizoneto incluia-se), talvez uma das piores que ja tenha presenciado em cinema... segui com meu chá gelado e minha batata as primeiras fileiras para assistir o filme, ao final da sessão ainda assimilando tudo aquilo senti-me em parte trapaceado. 

 Vamos aos fatos, James Cameron não passou doze anos (desde Titanic) pra fazer um filme qualquer, é inovador antes de qualquer coisa, nos traz um cinema criado da sua tecnologia desenvolvida, nos apresenta literalmente um mundo novo, aqui chamado Pandora, de espantar os olhos dos pingos de água nas folhas a montanha flutuante (isso mesmo), ficamos arrebatados pelo estaparfúdio criado por Cameron, mundo que vale cada centavo do ingresso pago. O que para nós é um grande filme de ficção, para a  indústria cinematográfica é uma divisão de águas, é não ter mais fronteiras entre o que é real e o que foi posto para ser, é o cinema na sua função primordial, o questionamento do que é real diante dos nossos olhos (câmeras no caso), não distinguimos o filmado e o fictício, evidente que tudo isso tem seu preço, e no caso do filme foi bem salgado (Diz-se entre 400 e 500 milhões).
 No filme convivemos em grande parte com os Na'vis, espécime humanoide do planeta, ouvimos sua respiração, vemos suas lágrimas, no mundo Cameroniano vemos a textura das plantas, dos animais, frutas feitas de pixels sendo degustadas, um mundo novo não é novidade no cinema mas da forma verossímil como aqui foi feito sim, presenciamos o que no filme indica ser a interconexão dos seres da floresta, imbutido aqui uma critica a humanidade, que está cada um por si e o mundo que se foda, dá direito até ao usb incluso dos Na'vis e as outras coisas (o que acontece se um Na'vi 1.0 quiser acoplar num 2.0?), na parte técnica o filme é sensacional, suas mais de duas horas te mantém na cadeira quietinho só talvez incomodado pela previsibilidade do roteiro que não tem nada de inovador, muito pelo contrário.

 A sensação de trapaça que me ocorreu no final da sessão foi a respeito do enrredo, há tempos não ia ao cinema, e ali pude então entender o porque, já tinha visto aquilo, nos últimos meses da década não só tinha adiado (mais uma vez) meu tcc como também mudei meu tema de pesquisa, decidi fazer sobre algo (ainda) mais próximo a mim, de movimento operário passei para cinema, o antigo cinema da minha cidade o "Cine Argus", blábláblá a parte tive que ler muito do pioneirismo cinematográfico da região e teorias cinematográficas internacionais, fiquei com um texto me martelando a semana toda desde que o li, o de Horácio Higuchi "Reflexões sobre o abacaxi ou quem engoliu Forrest Gump era infeliz e não sabia", texto que recomendo de coração mas que não vou entrar nele fundo, vale citar apenas que o mesmo me abriu a mente ante os enrredos cinematográficos, a música grudenta, apoio aos desfavorecidos, heroismo fabricado, está tudo lá para nos alienar às vezes até jogando sujo pra conseguir o que quer (esse artigo foi publicado em "100 Anos de cinema - Unama, 1995), Avatar ironicamente reinventa o modo de se fazer cinema numa história que é feita há pelo menos uns 40 anos, Pocahontas já contou essa história, alguns caracteres tinham sido explorados antes também, Ferngully, Rapa Nui, Dança com Lobos, Rei Leão, Brave Heart entre outros (até quadrinhos Marvel como diz aqui), uma cocha de retalho contada com alta tecnologia.

 
 Vale dizer que foi "Bem" contada, Cameron não nos deixa na mão apesar da história batida, até porque estamos falando do cara que fez Titanic, um épico que pelo enrredo deveria ser chato bagaraio, aquilo foi mais como uma revolução pessoal.
 De repente estava eu ali sentado, não sabendo se ria ou saia da sala, sempre me achei um bom cinéfilo, nunca saco as previsibilidades do roteiro (a menos que sejam gritantes), assisti Arraste-me para o inferno (Sam Raimi) me assustando a cada momento do filme por exemplo, mas agora parecia que senti o gosto da fórmula Hollywoodiana, como Jean-Claude Bernadet entende o cinema é feito de fórmulas, novidade é risco, e risco reflete a perda de capital, o que é impensavél nesta obra tão cara, e apesar do enrredo continuei assistindo as deslumbrantes cenas que o longa indiscutivelmente nos proporciona, lembrei de Bukowski que dizia que hollywood não fazia nada de interessante ou mesmo o Ronaldo  Passarinho que diz que o que o cinema tem de contar, já contou nos anos 70, segui pra casa com uma pizza e algumas cervejas na sacola, a quem me perguntava eu respondia que o filme era bom e recomendava, mas no meu incosciente sentia o gosto de desestruturar um pouco a fórmula, voltarei ao cinema outra vez, mas com a certeza de que vai ser mais difícil me convencerem.

4.11.09

Retwitting

 Blogsphera e sua maravilhosa contribuição a história da humanidade, a história se reinventa e o fim da união soviética teve um capitulo pouco desenvolvido:

Zanghief: O fim da URSS

No final de 1992 a URSS acabava, nesse mesmo ano era lançado o jogo de videogame responsável pela febre das locadoras dos anos 90 e pelo alto índice de alunos em recuperação nesse mesmo ano: O Street Fighter 2.


Não é preciso explicar a dinâmica do jogo, eram vários lutadores de diversos lugares do mundo, o soviético era um praticante de wrestling treinado na Sibéria lutando com ursos polares, um sujeito com uma sunga vermelha, uma bota parecida com a das paquitas, um cabelo moicano, barba de boate gay, cabelos nas canelas e um corpo coberto de cicatrizes provocadas pelos ataques dos adversários dos treinos.
 Seu nome era Zangief e (como o jogo foi criado pelo ocidente capitalista) era o pior jogador do game, era lento e com golpes previsíveis, os criadores do jogo esquivavam-se dizendo que Zangief tinha o golpe mais mortal do jogo, o pilão giratório, mas não contavam um detalhe: era um golpe difícil de ser executado, pois precisava de 360º no direcional. Em outras palavras, o Street Fighter 2 foi criado com dois objetivos: Avacalhar com a URSS e fazer os estudantes ficarem em recuperação, uma óbvia estratégia dos donos de escolas particulares em conjunto com o Ocidente capitalista

Agora, imagine-se um médico soviético, sua formação lhe permitiria ganhar uma fortuna num país capitalista; tudo bem, vale a pena o sacrifício pelo regime socialista. A abertura política lhe deixou a par da tecnologia capitalista, você poderia ter um carro com telefone, um videocassete, um Super Nitendo; não tem problema, você não tem isso, mas seu país não tem mendigos, analfabetos e prostitutas (apesar de alguns odiarem o socialismo por isso). Seu país não tem problemas sociais, mas tem o Zangief, aí já era demais, nenhum soviético aguentava viver num país onde não pudesse jogar Street Fighter com o lutador nativo dali. A Tailândia, país sem nenhuma expressão, tinha dois dos maiores filhos da puta vilões do jogo (Sagat - do Tiger Robocop e M.Bison - devidamente ridicularizado no longa homônimo ao jogo), até o Brasil, com o Blanka, uma mistura de monga, com sonic e Alf o E.Teimoso, tinha um representante à altura, afinal o Blanka dava a bolota e o Zangief?! Ficava girando que nem aquelas velhas fantasiadas ("Dançando e girando") no Topa tudo por dinheiro no final dos anos 90!


Os países dominados pela URSS também se revoltavam, Ivan Drago era do mal, mas bom de briga, contudo era um absurdo pertencer a um país cujo representante no Street Fighter 2 não tinha poder, por isso começaram a declarar independência na esperança de terem lutadores dos seus países nas próximas versões de Street Fighter com habilidades decentes. O gigante soviético começava a ruir, Gorbachev era acusado de cúmplice daquilo tudo, pois aparecia no final do jogo quando Zangief derrotava todos os inimigos, um país de 75 anos sucumbia diante da ruindade zangifeana. O golpe de misericórdia era dado no maior país socialista do mundo.


O Zangief era o símbolo do que a URSS tinha se tornado: forte e com cara de brabo, contudo lento e sem nenhum poder diante da nova conjuntura costurada a partir do rasgo ideológico provocado pela queda do muro de Berlim.

Os criadores do jogo até tentaram consertar, dando ao Zangief alguns outros atributos e mais rapidez, podiam fazê-lo, afinal o inimigo vermelho tinha sido varrido do mapa e incorporava apenas em pastores performáticos.

E você aí acreditou nos professores GeografiaStars que montam suas aulas lendo jornal?! Francamente!

Tudo obra de Lorotas da Doca, postagem original Aqui

14.10.09

Nova (Nova) SET

 Recebi semana passada a mais nova edição da revista SET, a revista em maio correu o risco de acabar , me pus então a fazer sua assinatura quando vi que ela não se fora, foi quase como abraçar um amigo que estava para morrer, sempre tive contato com a revista e encontrava nela bons textos sobre  a sétima arte, a "quase morte" não foi mero acontecimento, seu custo de produção teve uma visivél queda e por conseguinte sua qualidade, a edição que recebi é do mês de setembro (um mês atrasada), mas com boas novas (ou não), mudou de editora, quem agora tem esse cargo não é mais a Peixes editora e sim a pouco conhecida Aver editora.


 A Revista está visivelmente diferente, começando pelo visual, nas ultimas três edições a revista parecia ter sido feito por um estágiario de publicidade num photoshop freeware, na nova edição ela está mais digramada e estilosa, assim como a conheci, ainda vemos falhas, como a não assintura de algumas materias, a retirada das sessões de música, games, series, etc... outra impressão é de que está sendo feita por poucos, grande parte dos textos e de Roberto Sadovski que até tem uma intimidade com o cinema, mas que não é a única a qual estou disposto a conhecer, as edições passadas não são "perdidas", acertam no risco que correram ao publicar materias de um lado mais underground do cinema (como os 100 filmes de terror e o cinema (não-mais) sexual na terra brasilis, ed.264), deslizou feio com algumas declarações odiosas, como a eleição de "Fim dos Tempos" do Shyamalan como pior filme da década (ed. 263) e alguns pitacos canalhas nas produções de Harry Potter (ed.264),  a seção de dvds e cinema começa a dar um melhorada (ainda que esteja risivél), retirou a porrada de colunas freelance, uma boa já que nem todo mundo está fazendo teoria cinematográfica ou mesmo curso técnico de produção (uma ou duas colunas tão de bom tamanho).
 A nova editora vai "arrumando acasa" com algumas propagandas estranhas (Programa Magnavita?!)  e uma edição já melhorada vista a edições anteriores.
 É sentar e ver ou mudar o canal se nescessário.

30.9.09

A Carta

Alguns dias depois de lê-lo me encontro aturdido em suas inquietações, ele não me deixou após posto na estante, permanece no ar como se sempre estivesse ali, até esquecermos e não percebermos que somos esta personagem coletiva da sociedade, a qual ELE nos denuncia.
Carta ao Pai (KAFKA, Franz, Tradução de Marcelo Backes -- Porto Alegre, L&pm 2006) estava há tempos na estante, compromissos e outros afazeres não deixaram este sair daquela posição, acumulava uma fina camada de poeira quando resolvi adotá-lo para me fazer companhia no final do expediente, é sempre assim, quando menos esperava já estava inserido no mundo kafkaniano, um mundo peculiar e sempre apto a me surpreender, um mundo subjetivo até os dentes, pronto a questionar o que entendemos por fixo, quando tudo criado pela sociedade antes de mais nada foi, criado, como as relações sociais.
A então obra mais íntima de Kafka se revelou a mim muito parecida as demais obras literarias, onde observamos o narrar pugente, onde o autor toca-nos o âmago (ou mesmo nos dá um soco na cara) com o leve desfilar de palavras que mais parecem "o grito de um cárcere dentro de um sonho de liberdade", a obra de Kafka marcada pelo tom subjetivo e de reflexo a uma sociedade alienada e perseguidora, Em a Carta a chance do leitor identificar o autor como este mesmo, em sua relação a qual mais se mostrou marcado.
Dois casamentos rompidos, um emprego insatisfatório, a relação com os familiares vez conturbada vez desconfortante, a carreira de escritor pouco valorizada, nada disso seria mais marcante (ou nem teria acontecido como o autor nos faz acreditar) se sua relação com o pai fosse diferente, Carta ao pai, manuscrita entre 10 e 19 de novembro de 1919, são mais de cem páginas onde o estudante de direito descreve a relação com seu progenitor que por vezes o chama de Deus ou imperador, relação esta marcada pelo autoritarismo de Hermman Kafka que trava uma disputa com o filho, o trata como inimigo e aos poucos atos que reporta ao filho deixa neste cada vez mais a posicionamento de superioridade, apesar dos relatos de opressão, a carta foi escrita como forma de acalmar os animos entre os dois, relatando as angustias, Franz escreve coisas guardadas por toda sua vida, aqui o autor tinha 36 anos e descreve desde sua infância, seu relacionamento com os familiares especialmente com a irmã Ottla, sua carreira profissional junto o oficio de escritor que desempenha aos então relacionamentos amorosos e tentaivas de casamento, a relação com o pai, vai influenciar a todos estes, a impressão de inferioridade permeia a carta nos diversos aspectos da relação pai e filho, seja na educação seja no alheamento que Herman o faz.
"Tu eras a medida para todas as coisas" diz em certo trecho, o próprio ato de casar para Kafka seria tentar escapar das "barbas" do pai, "as tentativas mais grandiosas e esperançosas de escapar de ti, [...] grandioso tambem foi o fracasso" diz num trecho da carta, temos a impressão que o escape do filho nunca seria concretizado visto o grau de opressão recebida da mão do progenitor, que nunca tocou no filho, mas que o mesmo descreve que os gritos, a vermelhidão do rosto eram quase piores para ele, "É como quando alguem será enforcado, se realmente é enforcado, morre e acaba tudo. Mas se tem que presenciar todos os preparativos para o enforcamento e só fica sabendo do indultoquando o laço pende diante do seu rosto, nesse caso ele talvez venha a sofrer a vida inteira por causa disso." diz em outrotrecho na carta.
O Casamento seguido da formação de uma familia seria o máximo que um homem poderia chegar diz Kafka e este "máximo" que descreveu é para Hermman um "mínimo", estabelecendo bem aí a noção de hierarquia e dominação paterna, percebamos o valor psicologico do manuscrito que tem amplo campo na aréa, onde este humilde blogueiro não vai se aventurar, mas como Marcelo Backes entende, "a carta não deve ser entendida apartir do complexo de Édipo e sim o complexo pela carta", Kafka é um entendedor das minúscias da mente humana, esta visão opressora seria revista em maior ou menor grau em todas as obras do autor (A metamorfose, O Processo, etc...) onde declar na Carta "Minha atividade de escritor tratava de ti, nela eu apenas me queixava daquilo que não podia me queixar junto ao teu peito".


A carta nunca foi entregue ao pai.

23.5.09

Come with me if you wanna live

 Às vesperas do "dia da toalha" ou aniversário da premier de star war (vulgo dia do orgulho nerd) ambos 25 de maio, tinha escrito esse texto há um tempinho e vou publica-lo aqui sobre o nerd nosso de cada dia...

 Defininir algo implica em descartar as outras opções, e dependendo do objeto tratado poder ser apenas uma definição momentanea, algo que não é, e sim está, como por exemplo o termo "nerd", a qual hoje temos volta e meia uma menção na mídia (principalmente internet) e atrelado a ele varios significados e ramificações, inexistentes em anos atrás. Se você assim como eu não vai fazer nada nessa próxima meia-hora, sigamos dissertando sobre a definição de tal anomalia da sociedade: o ser nerd.
 Duas vias claras se apresentam atualmente, o nerd e o geek, o geek é um nerd só que voltado a tecnologia, como esse texto não vai abordar diretamente esse assunto procure no google uma definição mais convincente, atentemos ao que viemos tratar.
 Acompanhe o raciocino, nerd é uma definição para um grupo da sociedade, os grupos são formados por pessoas, as pessoas mudam e consequentemente os nerds tambem mudaram, principalmente a forma como eles são vistos, nunca antes lançamentos de quadrinhos foram tão cultuados, nunca antes tivemos tantas "bandinhas" indies invadindo o cenário musical, o acesso rapido a toda forma de entretenimento através da internet proporcionaou isto e tambem o que entendo como nerdismo-empolgado, ao final defino melhor este, vamos ao que interessa.
 A primeira utilização da palavra "nerd" aconteceu, segundo o diciónário Merrian-Webster, para designar uma criatura do livro "If I Ran the Zoo" (1950), do psicologo Dr. Seuss (Theodor Geisel). Definindo uma pessoa socialmente inepta ou então alguem dedicado de maneira compulsiva às atividades intelectuais ou acadêmicas, o estereotipo clássico do nerd, o gordinho espinhento de óculos "fundo de garrafa" que comenta coisas que ninguem entende, nesse sentido nerd tem valor perjorativo e foi difundido assim por anos em diversas midias e na cultura norte-americana (que se propaga aos outros países) , 
 O outro sinonimo, e que é utilizado frequentemente hoje, é no sentido de elogio, nerd pode ser uma pessoa culta e interada a assuntos cool, sabe qual o melhor jogo/filme/whatever que está acontecendo e não liga para os comentarios dos outros por modismos, bem esse "neo" nerd vem da ja dita ramificações do termo, mas o que o primeiro e o segundo tem em comum e o que os torna nerds?
 Nerds são os caras enfiados em tutoriais, apostilas, manuais de utilização e coisas relacionadas... dissecadores de tais, querem conhecer, saber como funciona e nunca se contentam com o que tem.
 No Brasil há uma popularização do termo para "cdf", vulgo cu-de-ferro, por passar horas sentado lendo, estudando, e tira as melhores notas da classe, o nerd não precisa necessariamente ser o melhor da classe, pode vir a ser por seus interesses por aprender, mas por vezes seu conhecimento não é direcionado essencialmente as materias do curso regular, e aqui a minha "teoria do ser nerd" (até que enfim):
  "Nerds são seres empenhados em aprender, conhecer e saber como funciona tudo relacionado as ciências e as diversas areas da cultura pop, desde clichês como Linux, Matrix, Star War e outras areas como a que digo ser sua variação mais radical, o True-nerd que prefere coisas eruditas do inferno, como modernismo, ballet russo, bebidas da nova guiné, selos perdidos da turnê do The Stooges e etc... Podem vir a ter um comportamento social recluso visto seus vicios, mas (hoje) habitam esporadicamente os mesmos antros de perdição que pessoas "normais". preferem coisas não obvias e uma regra é básica, se todos conhecem e é popular, deixa de ser nerd. Pronto é isso".
 
Perguntas recorrentes:
 Aquele cara que sabe tudo de Educação física e pratica algum esporte, é nerd?
 Pode ser, se ele colecionar revistas Placar da decada de noventa, figurinhas de jogadores da copa de 94, conhece quem é quem e onde o fulano jogou no campeonato brasileiro e ter varias camisas retrô de seleções alem de bonequinhos de cabeção, diria que ele é um nerd de esporte, mas só o fato de conhecer bastante educação física o torna apenas um acadêmico.
  E aquele protestante que leu a Bíblia dezesseis vezes e uma de trás pra frente, é um bible nerd?
 Não, ele é apenas um seguidor ferrenho da religião, como dito na teoria, nerds são os que "conhecem e entendem" de algum ramo da cultura pop ou das ciências, se esta mesma pessoa tiver o poster do "Paixão de cristo" no quarto, pega canções famosas e trasforma em hinos, sabe todas as referencias biblicas nos quadrinhos da marvel e dc (alem de rir do Dan Brown toda vez que lembra de Robert Langdon) e sai de cosplay de jesus cristo no show do Judas Priest, aí sim eu diria que este sujeito é nerd. 
 Não necessariamente um nerd se restringe a uma area, ele pode entender de filmes, series, receitas gastronomicas e fisica quantica ao mesmo tempo... 
 Com a disseminação da "cultura nerd" no globo aparecem dezenas de pessoas que "gostam" de coisas nerds e não necessariamente os são, são os nerds-empolgados. Fato é que esses seres reclusos e bem informados dominaram a midia e estão em todo lugar, esse boom pode ser modismo, mas eles não deixaram de existir enquanto existir peças de maquinas e cultura subliminar. Como dito no inicio do texto, não gosto de definições pelo fato delas excluirem as demais possibilidades, só as utilizo por uma questão de "arrumação" na minha mente, não sou nerd, rockeiro ou geek, ou pelo menos não me vejo como tal, sou um mero observador que escreve nesse canto recluso da rede tentando confundir mais que explicar.    


 Megan Fox: Kriptonita Nerd


 Dia da toalha é uma homenagem aos livros de Douglas Adams a qual este que vos escreve  recomenda com força

9.4.09

Citação

 

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourselves. Choose your future. Choose life… But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life. I chose somethin’ else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got heroin?


Trainspotting. 1996. Danny Boyle.

12.3.09

Watch

Ouvi uma piada uma vez:


Homem vai ao médico. Diz que esta deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel.
Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia e vago e incerto.

Médico diz: "Tratamento e simples, o grande palhaço Pagliacci esta na cidade, assista ao espetáculo, isso deve anima-lo".

Homem se desfaz em lágrimas
e diz: "Mas doutor..."

"... eu sou o Pagliacci"

Alan Moore em Watchmen
Tradução e adaptação: Jotapê Martins

7.10.08

Capítulo 5

Fatos importantes extraídos da História Galactica, número dois:
(Reproduzido do Livro de História Galactica Popular do Sideral Daily Mentioner's.)

Desde que esta Galáxia surgiu, vastas civilizações cresceram e desapareceram, cresceram e desapareceram, cresceram e desapareceram tantas vezes que é muito tentador pensar que a vida na Galáxia deve ser (a) similar a um enjôo marítimo, espacial, temporal, histórico ou similar e (b) imbecil

A Vida, O Universo e Tudo mais - Douglas Adams

Tradução de Carlos Irineu da Costa

13.8.08

Texto Alheio

No exercicio de anotar as placas de aluga-se pela cidade, tentando novos ares da vida que nunca paga minhas horas extras, encontro-me apenas com textos random e alguns duendes que insistem em ligar a televisão.


Aluga-se (de Clarah Averbuck)

Sete anos, cinco casas. Dois lares e uns muquifos. Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana, Santa Cecília. Agora é Consolação. Sou vizinha da Augusta e das moças na viração. As meretrizes, o róque, as luzes vermelhas subindo e as brancas descendo, os néons piscando, aquele clima de proibido-mas–não-muito. Meu apartamento enorme num prédio meio fuleiro, o zelador com delirium proprietarius agudo e vizinhos que dão festas e convidam. O glamour da decadência, a rua esburacada, ninguém se olhando ao passar. Uma, duas, três mil luzes na Avenida São João e os cinzentos vagabundos por aí. Pra mim chega. Estou farta das minhas janelas e da bunda do vizinho do prédio em frente e do outro taradão de bigode que vive tentando esticar o olho para o meu quarto, debruçado na varanda caçando um peitinho. Horizonte nenhum em nenhum lugar. Pra mim chega. Anoto placas de aluga-se compulsivamente. Visito prédios com corretores gagos e suadores crônicos, cafonas genuínos e faladores compulsivos. Meu deus como é terrível procurar um lar. Eu tinha esquecido. Sete anos e cinco casas – quatro nesta última. Indo de um lado para o outro na minha condição de retirante desabonada, as caixas rasgando, o colchão estragando, os pertences se perdendo. Depois veio um dinheiro e com ele este apartamento e móveis e alguma dignidade. Eu era feliz aqui. Por mais decadente que a rua fosse. Por mais mal-educados que fossem os donos dos cães & seus detritos. Ah, a falta de civilidade. Os maninhos folgados na frente do meu prédio sempre atiçando aquele maldito cão furioso e gritando uns com os outros. A pizzaria que trocou o lado da rua e virou boteco bagaceiro atraindo todo tipo de chinelagem. Pra mim chega. Eu e ele andamos pela Vila Madalena procurando uma casinha, um lugar onde os gatos possam se esparramar ao sol, minha filha possa correr e nós possamos fazer todo o barulho que bem entendermos tocando música a todas as horas do dia e da noite. Nada. Nenhuma casinha. Uns apartamentos apertados, umas paredes finas, claustrofobia. Prédios com cara de hotel, novos demais, sem vida alguma. Que fosse então um apartamento antigo com banheira, azulejos intactos e chão de taco. Não temos nada nesse perfil agora, senhora. As semanas passam e continuamos aqui, as camisinhas carregadas com a porra de outrem jogadas na calçada pela manhã, o trânsito ensandecido e suas buzinas histéricas e a escola ao lado perturbando o sono quando é festa. Pra mim chega. Não é possível que não exista um lugar pra mim nesta cidade enorme. Tem que ter, eu penso. Tem que ter. E continuo ligando para as imobiliárias. Uma hora aparece. Eu acho.


subtraido
de
aqui

13.6.08

Treta

Burburinho da semana é a treta envolvendo Spike lee e Clint Eastwood.
Spike (A Ultima Noite) disse numa entrevista na ultima sexta (6) que o velho cowboy ignorou negros em seus filmes "A conquista da Honra" e "Cartas a Iwo jima"


Clint respondeu diretamente com um simples "cala a boca", e Spike recentemente respondeu esse cala boca "Primeiro de tudo, o cara não é meu pai e nós não estamos na lavoura [referindo-se aos tempos da escravidão nos EUA]. Ele é um grande diretor. Ele faz seus próprios filmes, eu faço os meus... E um comentário como esse, 'um cara assim devia calar sua boca'... que isso Clint, que isso? Ele soa como um velho raivoso", disse, e completou "Eu sou estudante de história [Spike Lee tem duas graduações]. Eu sei da história de Hollywood e de sua omissão de 1 milhão de homens e mulheres afro-americanos que ajudaram na Segunda Guerra. Nem tudo era John Wayne, queridão"


A verdade é que Spike é um diretor engajado com a causa social e quer arranjar desculpa pra aparecer e dizerem "- mimimi o cara é engajado mimimimi", agora sinceramente... Nunca fui um grande fã de Spike Lee, apesar de uma direção competente seus filmes são quase todos datados e com um causa social que por vezes interfere no andamento (relembrando que a discussão não é essa), e agora todo esse mimimi, e não se gabam de uma América livre? O próprio Spike como estudante de História deveria saber como qualquer mané que filme algum ta preocupado com a fidelidade histórica e sim com o bolso, a menos que implantem os 10% de cotas de negros nos filmes.
Ainda que nos filmes citados de Eastwood, não apareçam afrodescendentes, foi daquela forma que ele as idealizou e estas são duas obras contundentes dos ultimos anos, é uma questão de ponto de vista, o dos filmes foi o que Eastwood deu e se o Lee os fizesse, (esse mesmo deve saber disso) se tornariam uma tormento em forma de filme.

Não aporrinhe pessoas maiores que você Spike.




Friday 13Th, Bu!

29.2.08

S. U. P.

Aos poucos que sabem de que buraco sou, sabem que estou na terra do meio, a terra onde o calor é exaustivo e preguiçoso, não como no sul da california nem como no norte da Austrália, é quente de verdade... de dia... de noite... e nos dois juntos... uma enorme garrafa térmica chamada amazõnia.

A maior floresta do planeta abriga um famigerado blogueiro amador e seus plagios de posts de utilidade publica (e alem do mais esse blog não serve só de valvula de escape para aspirações mal sucedidas a crítico de cinema).

COMO FAZER UM AR CONDICIONADO CASEIRO
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Realmente funciona. Ano passado encontrei um artigo no Instructables, mas só agora tive tempo pra fazer.É um tutorial simples de como construir um ar condicionado usando um ventilador, tubos de cobre, mangueira de nível de PVC (de pedreiro) e água gelada. O princípio de funcionamento de um trocador de calor é simples, é o mesmo princípio utilizado pelos aparelhos comerciais, e é nele que se baseia o projeto.
Você vai precisar de um tubo de cobre de 1/8, 1/4 ou 3/8 de diâmetro, fácil de encontrar em casas de material para construção. No meu projeto 7 metros foram suficientes. Enrole o tubo em espiral na parte de trás do ventilador, prendendo com arame, fita isolante, zip ties, ou o que você achar melhor.
A mangueira, de mesmo diâmetro, deve ser cortada em dois pedaços: um pedaço será encaixado numa das pontas do tubo de cobre para escoar a água aquecida (a ponta da mangueira deve ficar abaixo do balde). O outro será encaixado na outra ponta do tubo e colocado dentro de um balde com água gelada. A água flui naturalmente do balde para a outra ponta da mangueira pelo princípio do termosifão. Vale lembrar que o ventilador não pode ficar muito acima do balde, e nem abaixo. Se não funcionar, use aquelas bombinhas de aquário.
Dicas:1- Acrescente sal para abaixar o ponto de congelamento da água. Assim a água passa a congelar entre -4ºC e -2ºC, e o aparelho funcionará por mais tempo.2- Se quiser vento mais frio, faça uma mistura de água e álcool isopropil (meio-a-meio). O ponto de congelamento cai para algo próximo de -20ºC.3- Use um radiador de carro no lugar dos tubos de cobre para melhorar a eficiência.4- Para iniciar o processo de troca, o tubo deve estar inteiramente preenchido com água.
Não consome megawatts de energia, não faz aquele barulhão e nem causa problemas respiratórios por causa de ar seco ou filtro sujo. Testado e aprovado. Quem quiser mais detalhes é só entrar em contato.
Todos os créditos para Geoff Milburn.

Copia dopost de Enquanto o Cometa não vem

25.12.07

Santa [ou] Coke-Boy

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.Papai Noel ou simplesmente Santa foi inspirado num bispo católico chamado São Nicolau que viveu no século IV na cidade de Mira, hoje Turquia. Diz a Lenda que era um velhinho gente fina que adorava crianças e distribuia presentes. A mudança mais radical e definitiva da imagem do ito ocorreu em 1931, quando o desenhista americano Haddon Sundblom na formulação de um anúncio para a Coca-cola, criou o Papai Noel com roupa vermelha e braca (cores da marca), Barba branca e saco com presentes
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Informe Emetêve
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Wikipediando o Santa

10.12.07

Por falar em Kubrick...

seleção holandesa de 1974
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Essa semana arrumei um catalgador de filmes e passei algumas horas felizes revendo minha coleção, só que o que parecia fácil e prático me deixou horas procurando imagens, atores, ano, etc... dos filmes em questão. Entre um e outro os revejo na mente tendo na sua maioria boas recordaçõs afinal se eu escolhi ter o filme não foi por acidnte (apesar de que alguns tenham sido).

Impulso foi o que aconteceu quando me deparei com "A Clockwork Orange", dizer clássico de Kubrick é clichês demais visto que o cara fazia clássicos como se fosse na esquina comprar pão (Kubrick comprava pão?!), busquei na mente o filme e mesmo tendo ele fresco, parei a catalogação e pus pra rodar os 136 minutos de sexo, violência e Beethoven.

Tirando Conclusões:

# A Ano que o filme se passa é 2007

# McDowell imortalizou Alex, e vice-versa.

# É dos poucos filmes que equiparam-se com os clipes do Pink Floyd

# Custou apenas 2 milhões de dólares, um típico "clássico feito em casa".

Não vou ficar aqui pagando mais pau, Enton-se; Aquela musiquinha com tambores estremamente grudantes está lá, o tom cínico e violento de descrever a sociedade hipocrita está lá, as piadas intelectuais e crueis estão lá, a câmera de efeito psicológico e pertubador está lá, o maior filme inglês de todos os tempos está lá, e uma resenha decente está aqui