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4.11.10

There's something in the water


Um lago subterrâneo é aberto por um terremoto revelando piranhas pré-históricas que transformam qualquer um em petisco, pronto, você já sabe o plot, agora sente na cadeira delicie-se com o longa de Alexandre Aja que desde "The hills have eyes" (2006) não mostrava tamanha vitalidade e uma produção de entretenimento cinematográfico no seu melhor (ao menos para este cinéfilo que nunca cansou do cinema exploitaition), algumas atuações medianas e mesmo algumas linhas previsíveis de roteiro não estragam a diversão, 3Dxploitaition sem firula, é franco, clichê e divertido pode ser a melhor classificação para a nova versão de Piranha, cinema para ser cinema e nada mais, o filme que converteu-se com a atual onda de 3D para o formato, faz uso descaradamente honesto dos recurso, onde Aja destaca na sua opera trash festas com top less e muito sangue (e as vezes até os dois juntos), a desculpa são as piranhas, o fim é um filme compromissado em entreter e divertir explorando desejos incontidos dos cinéfilos, sexo e violência bem orquestrados (não a toa vemos Eli Roth no elenco), Com participações honrosas de Richard Dreyfuss, Cristopher Lloyd e outros, sem falar que Aja ainda nos brinda com a a melhor cena do ano, Kelly Brook e Riley Steele num balé aquático totalmente nuas, sublime... cotação 3/5.

7.4.10

Doze Imundos ou Bastardos Inglórios

 Adorável mundo pop, Bastardos Inglórios, o novo filme do diretor Quentin tarantino, e pra mim o melhor filme do ano passado, mostra o diretor desenvolvendo um épico de guerra onde fica claro suas influências setentista, época em que os filmes chutavam a bunda de qualquer mané sem se preocupar com o "politícamente correto", seja Steve Mcqueen em seu "Fugindo do inferno" ou mesmo Clint Eastwood em "Desafio das Águias".
 Dia desses encontrei no "amigo da praça" uma edição puída de Os Doze Conndenados de Robert Aldrich, e que me levou a crer que este deve estar senão na estante de Tarantino, em algum lugar escondido pela sua casa.    


 Homenagens no cinema de Tarantino são um bônus a parte, desde a narrativa de Cães de Aluguel com forte influência de Kubrick à referencias físicas como o Dogde challenger 1970 em Death Proof e sua homenagem ao road movie Vanishing Point; Dizer que o cinema de Tarantino é uma "colcha de retalhos" que se ajusta a um roteiro bem trabalhado é chuver no molhado, então partamos para a proposta inicial, dentro do mais refinado filme do diretor, Bastardos Inglórios, existe as inúmeras homenagens ao cinema de guerra, e entre esses, Os Doze Condenados (Dirty Dozen) de 1967, filme que levou ao cinema grandes nomes do gênero como Lee Marvin que encabeça a trupe, que ainda conta com Jim Brown, John Casavetes, Charles Bronson, Tely Savalas entre outros, o enredo não poderia deixar de ser simples já que abrigava uma enorme quantidade de testosterona em tela, o plot fácil dá espaço pro diretor Robert Aldrich trabalhar as personalidades distintas do elenco. Nos anos finais da segunda guerra mundial, é dada há um grupo de condenados a chance de reabilitarem-se através de uma missão para eliminar líderes nazistas, boa parte do filme é ocupada com o treinamento e contradições desses prisioneiros, tinha adorado o filme e li umas críticas do longa que apesar das ótimas atuações pecava em sua duração e em seqüência um climax rápido, sem dúvida Aldrich teve mais sucesso em seus outros filmes, até porque dominava as técnicas do suspense (como  "O que terá acontecido com o Baby Jane?" e "A Morte num beijo"), mas fez um épico de guerra tendo como base o treinamento e não a execução deste em si, pensem bem, Jesus Cristo e Luke Skywalker foram os escolhidos, mas suas histórias deixam de lado seu treinamento, por achar que seria desinteressante contá-las, tanto na bíblia, onde não se conta a adolescência de Cristo como na obra de George Lucas que mostra poucos esforços de Yoda no treinamento Jedi.
  Dirty Dozen é um filme que já em 1967 opta pelo treinamento físico e psicológico dos prisioneiros como principal base do filme, fez isso abrigando diversos cars fodões, e que mesmo com algumas falhas, além de vermos no cinema de Tarantino seus frutos, mostra que em "bolas" a década de 60 e 70 é ponto de referência.  

26.11.09

Top Five XIII

 Este ano a ficção científica volta a dar ares de inovação e qualidade novamente, com os excelentes Star Trek (JJ Abrams), Distrito 9 (Neil Blomkamp) e Moon (Duncan Jones)  que me fizeram relembrar e rascunhar este top dos meus sci-fi's preferidos. 

Top Five Sci-Fi

1º- Metropolis (Fritz Lang, 1926) 

Clássico do expressionismo alemão e um dos meus filmes favoritos, mostra um futuro onde a sociedade hierarquizada entre os nobres e os operários convivem sem esperanças de mudança social, os operários vivem no subsolo trabalhando para manter a cidade enquanto a playboyzada fica curtindo a vida, o filme de 1926 tem uma vitalidade raras vezes vistas atualmente, conta a história do aristocrata que se apaixona pela operária lider da revolta que é substituida por um robô, com robôs, cientistas malucos e filosofias cinematográficas este sci-fi tinha originalmente 5 horas de duração e que hoje mesmo cortado as suas pouco mais de duas horas é deslumbrante e excelente filme pra indicar pro seu filho. 


2º- 2001 - The Space Odyssey (Stanley Kubrick, 1968)

O que seria Sci-Fi senão uma tentativa de compreender até onde o homem pode chegar? e principalmete sua comprensão através da tecnológica em detrimento de vários conceitos éticos e morais, uma das obras-primas de Kubrick transcede a película e nos põe a frente do nosso lado mais existencial,"de onde vemos? pra onde vumos?", música, fotográfia e direção fundem-se com maestria para contar a própria evolução do homem, o número de passagens clássicas é tanto que não cabe citá-los, desde seu começo épico ao confronto entre homem e máquina (representado pelo computador demoníaco HAL), filme lento, pesado e perfeito. 

3º- Blade Runner (Ridley Scott, 1982)

BR  é dos filmes que fizeram o trabalho e sujo, limparam a barra dos sci-fi, que eram vistos como filmes menores, abrindo caminho para o gênero e ainda assim foi mal recebido pela crítica e publico, baseado na obra de Philip K. Dick, Ridley Scott mostra uma Los Angeles em 2019 que tem que conviver com seus Replicantes, andróides criados para serem escravos, uma linha tem de ser eliminada, aí entra o caçador fodão Han Solo, opa, Deckard o então Blade Runner, no decorrer do filme acompanhamos o embate entre criador e criatura a qual os Replicantes se fazem, confesso que não gostava do filme até um tempo atrás, mas sua narrativa tende a crescer no conceito com o tempo com a chance de ficar em primeiro quando eu refazer esta lista...   

4º- Star Wars - The Empire Strikes Back (Irvin Kershner/George Lucas 1980)
  
Este é talvez o melhor filme do meio de todos os tempos, A continuação de Star Wars Uma nova esperança de 1978 é pra este pobre mortal uma obra singular e que ultrapassa seu original, não cabe a mim comentar seus elementos tão difundidos como os sabres, jedis, império do mal, rebeldes e etc..., cabe um pequeno comentário da geração que viu Star wars em dvd, o então clichê primordial está mais que presente, o bem contra o mal toma dimensões extras, sua mercadologia é bem justificada, e a saga dos skywalkers tem um espaço no coração de todo homem de bem.

5º- Matrix (Wachowski Brothers, 1999)

Um clássico de tempos modernos, algo onde não conseguimos sair imunes, os irmãos wachowski nos abrem os olhos para uma ficção científica aliada a bons efeitos especiais, filosofia e kung-Fu, lembro-me do filme ter ocupado minha mente por dias após assiti-lo, e ainda tem seu lugar garantido toda vez que sinto "falta do mundo real", um elenco escalado a dedo num roteiro que copia de várias fontes e nisso cria seu próprio estilo. Essencial.   

13.10.09

Bored to Death

 Impressionante como a dinâmica do seu dia muda com uma conexão maior, o que antes pensava ser uma overdose de series e filmes por semana, hoje não passa de um bom dia na frente da televisão, conexão maior e o catalogo de series duplicou, trplicou, troquei definitivamente a televisão pelos torrents, das series em exibição que estava acompanhando, uma estava prometendo mais que cumprindo, mas que começa a mudar isto, Bored to Death.

 Com Jason Schartzman (Huckbees), Zach Galifianakis (The Hangover) e Ted Danson (coisas meio idiotas meio bobas), mostrou seu potencial no seu terceiro episódio, "The case of the missing screenplay" traz os três atores principais num texto agil e divertido, com direito a ponta de Jim Jarmusch e peitinho de uma atriz desconhecida delícia, A HBO após Eastbound & Down põe na grade mais uma serie comica, e diga-se de passagem um tanto arriscada, apesar da boa recepção da critica para BtD, esta tem um ritmo lento, piadas que vão se formando e não nascem prontas, Zach Galifianakis (ufa...) é sensacional, mas ainda está sendo pouco utilizado por aqui, já no seu quarto episódio (que ainda não asisti) BtD traz Schartzman num papel feito sob medida para ele, Jonathan Ames produtor, escritor e criador de BtD bota seu nome no protagonista que é um escritor de um só livro, que está num bloqueio criativo, então resolve virar detetive particular originando daí varias experiencias reais que ajudariam no seu novo romance, plot aqui, começa a acertar ao decorrer dos episódios num ritmo ideal para a trama e confesso que o simbolo da HBO no começo me deixa mais tranquilo em relação a series em geral. 

25.8.09

Top Five XII

                                                          

 Top Five Road Movies

 A mochila na costa, a estrada a frente e a poesia está formada, depois de horas sob estradas (e rios) o sentimento me remeteu a um top five de filmes on the road, estes filmes estão entre meus favoritos e não necessariamente são bons filmes (no sentido de nexo ou atuação), são bons por que encarnam como poucos o sangue nas veias encima de um motor, não estão necessariamente interessados onde vão chegar, e sim como. 
 O rodar de rodovias (ou pistas), o homem e a máquina, o seguir a estrada, estes tem uma poesia intriseca, as duas primeiras posições vestem-se do ideário da contra-cultura não como uma homenagem a ela e sim como a própria, os dois amigos que representam a liberdade (ou apenas dois caras que precisam tomar banho) e o "ultimo heroi americano" tem um lugar garantido no céu dos caras legais. A terceira posição é do patrulheiro rockstar no tempo em que a estrada era para os fortes e os clichês ainda eram bons.
 A quarta posição talvez seja do mais on the road destes, Mcqueen segue por 24 horas numa Le Mans em takes sensacionais que dá até vontade de dar uma voadeira em quem fez os Velozes e Furiosos da vida. Na quinta posição um filme que encarna alem do espirito rock'n roll, o espirito rock'n roll na estrada, e isso por sí só diz tudo, sair na estrada com sua própria banda de rock, o velho sonho de todo moleque...      


1. Easy Rider (Dennis Hooper, 1969 - "Sem Destino") 
 

2.Vanishing Point (Richard C. Sarafian, 1971 - Corrida contra o Destino)

3.Mad Max (George Miller, 1979 - Idem)


4. Le Mans (Lee H. Katzin, 1971 - "24 horas de Le mans")


5. Almost Famous (Cameron Crowe, 2000 - "Quase Famosos")

2.7.09

Caminhante da Lua


 Não sou grande fã de Michael, pra ser sincero nunca ouvi um disco todo dele, ao saber pelo twitter da morte do artista um onda nostalgica me invadiu e relembrei que em algum momento ele já tinha sido meu heroi, sabe aquela frase de Magnolia: "Nós passamos pelo passado, mas o passado nunca passa por nós", talvez resumisse o sentimento que tomou-me naquela noite de quinta, sou da última geração que viu Michael ainda fazendo algo bom, fui apresentado a ele num VHS antigo do meu tio que continha Moonwalker, era sensacional os clipes, pequenas obras de arte, nos seguravam na poltrona sem nos dar chance de sair, transformou-se ali no ídolo clássico, onde todos queriam imitar, a dança não era mero complemento, era parte do espetáculo, seu legado vemos hoje em programas como idolos, onde artistas querem cantar e dançar assim como ele, tirando que com ele não parecia piegas... em meados da década de noventa o fantástico exibia "Black or White" ele ainda "reinava" quando segui por outros rumos musicais, em suma Michael estava "morto" para a música há tempos, seus trabalhos da segunda metade da decada de noventa não chegavam mais ao patamar dos anteriores  e sua morte só veio por fim na carreira formada na decada de 70 e 80, não dava pra considerar ele como "mais um na multidão" visto suas revoluções musicais, mas de certo o Michael ícone eternizava-se enquanto a pessoa se deteriorava.  Não entendam mal, dizer que não gostava de Michael seria trair meu eu de dez anos, apenas não o levava a serio mais.
 Ele ficará no imaginário pop enquanto este existir. 
 
 Postêr de Moonwalker, assitam e sejam felizes.

1.6.09

Wanted


 A véspera do lançamento de "Inglorious Bastards" de Tarantino, a Europa Filmes deixa de lançar "Death Proof" (1) por razões obscuras ou (2) mercadologismo anti-cinema, por sorte o país do Bope conta com seus "amigos da praça" e Torrents from hell pra salvarem os cinefilos desolados.
 Campanha oriunda do Cine Demencia

12.5.09

Animal Farm


 Deixe de manha e conheça um pouco de história através da cultura pop...
 Animal Farm de George Orwell, escrito em 1945, tinha na sátira muito a ensinar sobre o periodo stalinista russo pós revolução de 1917, Orwell  (conheça mais o autor aqui) tem suas maiores obras na sátira politica, ao stalinismo (animal farm) e ao autoritarismo (1984), você logo pensa que aqui vou inserir um discurso prolixo pra esplicar o filme, talvez, mas o importante é dizer que em 1999, foi feito um live-action baseado no livro,  filme que não repercutiu muito na mídia na época do lançamento e é uma preciosidade para leigos e entendidos no assunto,  confesso que estava há tempos esperando para lê-lo, mas com a falta de tempo optei em assistir o filme que é bem feliz nas transposições do que queria o autor, muito disso devido John Stempheson diretor do filme, que dá vida aos animais da fazenda, e após quinze minutos nem nos damos conta que é um filme de animais falantes, o diretor é o mesmo do irritante "Baby - o porquinho atrapalhado" que não deixa sairmos da frente da tv até seu final ou o bobo "101 Dálmatas", mas neste, ele nos presenteia com a versão orwelliana do Stalinismo, onde o poder conquistado é auto-corrompido pelos seus dirigentes, o que daria de se encaichar em muitas revoluções em si, mas pinta com cores fortes sua critica a revolução russa nos eventos decorridos na mesma, crise na direção do partido, descaso com as causas percusoras, pós-objetivos conquistados, a corrupção interna, isso tudo muito bem desenvolvido no filme de Stempheson que dá vida a um dos melhores paralelos sobre revoluções já feitos. 



Tanto o livro quanto o filme foram traduzidos para "A Revolução dos bichos"

1.5.09


  "Só são romanticos os amores não acabados"

Vicky Cristina Barcelona (2008) - Wood Allen  

1.4.09

Jerome Bixby's


 Recomendação apropriada ao primeiro de abril.
 Richard Schenkman traz em seu The Man from earth, a sacada universal dos filmes de orçamento limitado, um argumento que deixe esse detalhe em segundo plano, a proposta é simples e a habilidade em equilibrar roteiro e direção nos deixa sentados até o passar dos créditos, tal trunfo vem de um dos escritores de  ficção cientifíca bem comentados da atualidade, Jerome Bixby que assina o roteiro e tem o nome vinculado no título.
 Bem, ao filme.
 Na despedida de um colega, professores universitários tentam entender o porque da despedida após dez anos sem motivo aparente, este, revela então que teria 14.000 anos, um cro-magnon, um "homem das cavernas" que sobreviveu aos dias de hoje, dado o absurdo da revelação os presentes na sala começam a discutir a possibilidade de tal afirmação ser possivél, vão questionando e averiguando numa discussão antropológica, biológica, religiosa e sobretudo histórica a qual acompanhamos, que pode ser uma loucura muito bem formulada (afinal se trata de um professor de história) ou uma alegação absurda e fantástica, um dos pontos  discutiveis no longa é deixar claro a posição do então homem de 14.000 anos e não deixar ambiguo (muito mais cool) como em K-pax de Ian Softley (tomada as devidas diferenças de tema).
 O filme se sustenta pelo seu argumento primoroso, ainda que não vá alem do conhecimento pré-suposto, ou seja, não adianta achar que vai ter uma aula de história, é um bom filme, pronto; Lembrou-me de Antes do amanhecer de Richard Linklater e Procura-se Amy de Kevin Smith com uma produção limitada e um roteiro bem trabalhado (tomando as devidas diferenças novamente) entre as boas atuações de John Bilingsley, Richard Riehle, Tony Todd e outros, esse último dá a definição do que seria uma certa ambiguidade no longa, "Não há maneira no mundo que faça provarmos a história de john, ou mesmo o seu contrário, não importa a quão absurdo isso possa parecer".
 Na produção o ponto alto foi a divulgação a qual foi permitida o download do filme, nada melhor para transformar um cult-movie do que deixar nerds cinéfilos assitirem com exclusividade, ainda que não dê um significativo retorno financeiro, tudo pela arte então...     

15.2.09

Bastardo Inglório







Esse ano tem Queixada atrás de Motherfuck's nazistas!

11.3.08

Metropolis

Algumas impressões do alemão que entrou na minha lista de melhores de todos os tempos.


Ficção Científica (?)
Ano: 1926
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Fritz Lang e Thea Von Harbou
Alemanha / pb / 153min

Ha muito venho tentando me desvincular do cinema holywoodiano, principalmente com as produções europeias, apesar da inevitavél qualidade norte-americana, ha coisas que nem se jogassem uma frota de aviões no tio sam eles seriam capazes de fazer; Metropolis, filme de Fritz Lang é prova disso, chegou em minhas mãos por indicação de alguns blogs que leio e é daqueles filmes que inegavelmente você tem que assistir antes de morrer.
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O filme de 1926 tem vários trechos perdidos, sobrepostos por interlúdios com a descrição do que ocorre na cena original, lógico que sentimos falta dos trechos, mas esses não deixam a obra se minimizar.
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"Mittler zwischen hirn und händen muss das hearz sein!" traduzindo pro bom português "O mediador entre o cerebro e as mãos é o coração", e assim começa o longa germanico que aos primeiros minutos nos lança ao seu enredo, uma sociedade futuristica dividida em duas classes distintas, operariado e aristocracia, ou mesmo dominados e dominantes.


Lembrou do Pink Floyd?

A classe dominada, os opérarios, vivem no subterraneo da cidade e trabalham dez horas por dia sem direito a falhas (com punição de serem engolidos pela maquina Moloch) enquanto os aristocratas playboys criados a tody e passatempo, se reservam apenas a vida mansa e correr atrás das raparigas, ou seja, uma hora tinha que haver uma revolta e acabar essa mamata.
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Lang nos conduz a conhecer Metropolis através de Freder (Gustav Fröhlich), um filho da aristocrácia que apaixonasse por uma operária e então presencia as crueldades de uma sociedade de estrutura social imutavél.


(Spoiler Canalha)
Esta estrutura é abalada quando Joh Fredseren (Alfred Abel), o manda chuva e pai do jovem citado, descobre que estão planejando tentar reinvindicar direitos através de Maria (Brigite Helm) uma moça que fala em paz e espera o escolhido que mediará entre senhores e "escravos", Fredseren antecipa-se e junto a um antigo amigo que virou um cientista louco, capturam a moça para troca-la por um androide que incentiva a violência e faz danças bizarras. Reviravoltas, lutas até o desfecho a qual o filme inicia: "Mittler zwischen hirn und händen muss das hearz sein!"
(/Spoiler Canalha)

ZumZUmZumZuMzuMzUMzumzUm

Alusões bíblicas, mistério, ação e romance, completam o leque que envolve o público e o mantém em suspense até ao final, a trama é muito bem escrita, deriva do livro homônimo de Thea Von Harbou (tambem roteirista e mulher de Lang), mas sem duvida a direção é linda demais e me restringi a destacar poucas coisas do enredo e mais sobre a abordagem do filme, até porque este é expoente do Expressionismo alemão, as falas são secundárias às interpretações cheias de exagero e emoção (por vezes hilariante), algumas cenas são clássicas e mostram a visão inovadora de Lang, como o castigo dos operários presenciado por Freder (o filho do manda chuva), a então maquina Moloch que engoli os trabalhadores descuidados, a cena da perseguição de Rotwang (o cientista louco) atrás de Maria, a cena das alucinações de Freder, a dança bizarra da androide no clube e outras coisas lindas de deus.

Só pra citar o impacto que o filme teve, influênciou diversos outros como Blade Runner (1982), de Ridley Scott e Minority Report (2002), de Spilberg, alem do que que o Füher, o próprio, gostou tanto do filme que chamou Fritz para gerir o cinema nazista, nesse periodo ele se exilou nos States e só voltou a alemanha em 1950.

Outro aspecto é que o filme é originalmente mudo, e só ganhou a versão musicada em 1984 pelo compositor Giorgio Moroder

19.9.07

"D"


"Um musical heavy metal". Esse foi o comentário que disse quando a Garota G perguntou sobre o novo filme do Jack Black, Tenacious D The Pick of Destiny.
Não o tinha assistido, mas essa era a minha impressão.
Ha algum tempo toda vez que ia na Fox o cara que põe filme pros fregueses fazia questão de por o filme citado, assistia-o em partes até que resolvi ceder a persuação, o baixei em um dia de poucas nuvens e aqui ponho algumas impressões (alem do que, economizei 5,90 e não fiquei parecendo um desses caras que chegam na locadora e sempre levam o que tiver passando no video...)
Jack Black e Kyle Gass dão a sua banda um longa de nome homônimo com o que os dois oferecem de melhor, a virtuosidade de Gass com a voz teatral de Black alem de muito metal faça-você-mesmo e o já conhecido humor peculiar de Black.
O sinopse é quase dispensavél, (talvez o próprio Black concordasse) o importante aqui é tocar Rock'n' Roll e apresentar a um novo publico a banda de sonoridedade grudenta e letras de humor restrito.
O filme em si cumpre bem a cartilha de tiradas pop/pastelão para fazer dele divertido, mas funciona melhor em cenas distintas. Como o show que Jack idealiza ao dormir - sensacional - Ou a viagem com o pé grande - homenagem ao pscodelismo - E o desafio de rock com Satan - O melhor).
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Nota: 7,5
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Duas Dicas: das participações especiais (Dio, Tim Robbins,etc...) atentem para a de Dave Grohl (No Spoiler porem, inconfundivél) e após o filme, baixar a trilha sonora que alem de render boas risadas é toda delicious.

28.8.07

September/30


Uuhhhh!!!

18.5.07

Duas Doses

Essa semana onde o corpo me perguntava onde estavam as malditas horas vagas que ele estava acustumado a ter me senti cansado e com vontade de fugir, para algum lugar distante, talvez para um clipe do Pink Floyd ou um filme do Tim Burton...
Olho e vejo alguns entulhos de entretenimento a disposição, mais em suma series televisivas, de no maximo 45 minutos, eu precisava de mais, precisava de algo concreto, uma dose mais forte e única.
Daí que num tracker da vida, meus olhos deparam-se com Barfly, filme de Barbet Schroeder, com argumento de Charles Bukowski de 1987. Fiquei com obssessão de assistir este mesmo filme depois de ler o romance Hollywood que conta justamente os seus bastidores, mas acabei por esquecer o projeto de lado, mas não confunda com destino, dias atrás assiti Factotum – Sem Destino de Brent Hamer (que tambem é baseado na obra do velho buk) e lembrei do antigo projeto, após assistir aos filmes me senti mais completo com relação a obra do autor, aqui algumas impressões timidas dos filmes deste escritor de ocasião.

Factotum – Sem destino (2004), meu primeiro “Bukowski visual” me fez feliz ao ver o escritor marginal nas telas, Matt Dylon interpreta Henry Chinaski (alter-ego de Buk) numa odisséia suburbana, passando por varios subempregos “chinfrins” para ter algo pra beber no final do dia, se envolvendo com sujeitos de contos baratos de bancas de jornais tanto ou mais como o proprio Chinaski numa vida regada por whisky barato e mulheres de tão facil apego quanto descartaveis. O visual clean e sombrio de Bent Harmer dá ao filme uma pontuação com cores frias e tece de forma lenta as desventuras dos personagens e seus sentimentos auto-destrutivos.
Talvez quem nunca tenha lido Bukowski fique com uma má impressão do filme, por ele não retratar (e Hamer fez bem o dever de casa) a vida boêmia de um vagabundo e sim o gosto amargo de ressaca do dia seguinte. Gosto esse que quem leu Bukowski identificará de imediato.
Agora, aos que leram o velho safado talvez sintam falta de ambientes realmente sujos, dialogos nonsense-genias alá Bukowski, e retratar mais afundo o lado escritor do personagem, o filme segue bem, mas que fique claro que este mundo funcione bem melhor na prosa rebelde de Buko.
O destaque significativo é a interpretação de Chinaski por Dylon que adere aos traços bukowskianos de forma eficaz, as camisas de botões, os ombros caidos, o olhar, o modo de andar e falar retratam bem o Chinaski dos livros.
Tambem estão no elenco Lily Taylor e Marisa Tomei que desempenham muito bem papeis de mulheres bukowskianas, a conduta duvidosa ao lado da melancolia amorosa.
Podia pôr varias criticas (como a cena do encontro dele com o pai, um tanto incoerente ao retratado nos livros), mas em resumo o filme passa o que eu esperava, e mantem os momentos de silencios que são de extrema importancia na obra de bukowski e funciona quase codjuvante mas que faz uma diferença enorme, são nestes que bukowski destrinchava seus pensamentos ironicos ou seus comentarios sobre a sociedade. Li em algum lugar e a assino embaixo quando afirmo que o filme segue num ritmo lento, poetico e bebado.

Nota: Tanto Factotum – Sem Destino e Barfly – Condenados pelo vicío tem subtitulos desnecessários ( matem o individuo que vocês verem fazendo isso).

Barfly – Condenados pelo vicio (1987), depois de converter fui assitir ao filme deliciando-o, imagine-se depois de ler “Alta-fidelidade” alguem te dizer que existe o filme baseado na obra, você sabe que há uma grande chance de estragarem a obra original, mas vai ser de quase que uma necessidade “ver” tais personagens, o diferencial de Barfly é que não existe livro e sim um romance sobre seus bastidores, e diga-se de passagem um puta romance, como se o making off de uma obra “seja” outra obra.
O filme tornou-se obrigatório a seus leitores.
Assistir Barfly sem ter lido Holywood é como comer lasanha sem queijo, pode até ser bom, mas você vai sentir falta.
Barfly traz tambem como protagonista Henry Chinaski que passa pelas situações tipicas dos contos do autor, brigas com garçons, a ironia afiada, o ar debochado de quem estando no luxo ou numa sarjeta mantem a mesma pose, diferente de Factotum (apesar de um vir antes de Barfly estou analisando a medida que vi), Barfly traz um Chinaski caricaturado de Mickey Rourke, um brigão, bebado de sarjeta, que fala alto e diz frases sem contexto, não necessariamente ruim, a impressão é que é o Chinaski que todos veêm ou ao menos os que todos gostariam de ver, o romantico boêmio que nunca sabe o que irá encontrar nos inferninhos a qual frequenta.
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Ponta de Bukowski no filme
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O roteiro tem trechos de obras anteriores de Bukowski mais é em suma original e detalhe importante é a participação do proprio Bukowski como mais um que bebe no bar onde Chinaski conhece Wanda (Faye Dunaway), que apesar da critica do autor a atriz é a que mais me convenceu no filme.
Apesar do caricaturado Rourke, em alguns aspectos é o lado de Bukowski mais divertido, o de frases pontuadasde de arrogância e a de um escritor que escreve para ter o que beber. Talvez eu seja suspeito para falar, mas pra mim o filme tambem cumpre o que esperava com falhas aqui e ali (como na parte em que Chinaski nega o luxo, por se considerar um vagabundo, talvez gastasse tudo em bebida mas nunca buko abriria mão de luxo), mas nos dá uma boa ideia da maestria do submundo que o autor tanto descreveu na vida, diria que chega perto do absurdo bukowskiano (o que não é pouco) e Factotum de sua realidade.
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"Algumas pessoas nunca enlouquecem, como deve ser horrivel a vida delas"
C. B.

11.5.07

Top Five V

Brian De Palma Movies


5. Olhos de Serpente (Snake Eye's, 1998) Com Nicolas Cage e Gary Sinise

Na Primeira sequencia indentificamos Briam De Palma mostrando a que veio, Sempre com influências Hitchcockianas faz um primoroso plano sequencia que se estende até nos familiarizarmos com Cage e haver um assassinato numa arena de boxe com milhares de testemunhas, enrredo de primeira e um personagem peculiar, Cage interpreta um policial corrupto que ao decorrer do filme vai desvendando os pormenores do assassinato mas terá de lidar com sua propria ambição.

O final tem furos, mas resumindo numa palavra, Intrigante e isso se mantem até seu desfecho.

4. Vestida Para Matar (Dressed to kill, 1980) Com Angie Dickinson e Michael Caine

Todos os elementos caros a De Palma estão aqui. Recursos como tela dividida, câmera andando junto ao protagonista, movimentos lentos, que só aos poucos vão revelando a cena, de modo a aguçar a curiosidade, composição de cena meticulosa, cenas de sangue violentas, uso de silêncios manipulados pela música enfim, uma aula de suspense. De forte influência Hitchcockiana, estudo pscológico e sensualidade no mais puro Brian De Palma.

Michael Caine mostra que é Michael Caine, o cara.

3. Scarface (Idem, 1983). Com Al Pacino e Michele Pfeiffer
O submundo americano retratado com roteiro de Oliver Stone e no estilo visual de Brian se fundem nessa releitura do clássico homônimo de Howard Hawks, Pacino em grande atuação elimina quem estiver no seu caminho para chegar ao poder (lembrem-se do Zé Pequeno), acompanhamos a corrupção que vai se entranhando no persogem até o Apice final, que é carregado de sua violência num show visual alá De Palma.

2. Os Intocáveis (The Untouchables, 1987) Com Kevin Costner e Sean Conery
O filme de máfia do diretor tem a seu favor o roteiro bem elaborado e a arriscada tentativa de ironizar a história ocorrida no começo do século, O filme ganha a medalha de prata do La Vaca, mas em grande parte é levado por seu roteiro e seus astros no elenco (atuações coerentes de Costner e grandiosas de Connery e De Niro). Entra mais pela sua classudisse a qual De Palma é mestre.

Atenção na cena clássica da escadaria em que o Carrinho de bebê desse em slow motion enquanto a bala come solta.

1. O Pagamento Final (Carlito's Way, 1993) Com Al Pacino e Sean Penn

Esse pra mim é o melhor, a estetia cool do diretor está acentuada neste longa que conta a história de Carlito Brigante (Pacino), que sai da cadeia e se vê no dilema do caminho facil e desonesto e o seu inverso, Otima atuação de Pacino, mas concerteza a melhor de Sean Penn que faz o advogado de Carlito, o diretor vai nos conduzindo pela historia com habilidade invejavél até culminar com a esplendorosa cena de perseguição no metrô e na estação ferroviária. (além de romântico)

Talvez eleger um, seja injustiça, mas no final das contas, o mundo é injusto.



(1º)

- Yooooooouuuuuu aaaaaare so beautifull


Filmes não vistos não podem ser incluidos, afinal, não foram vistos.

3.5.07

Blockbuster

Aí vem o filme com a premissa de quebrar todos os recordes de bilheteria da história, esse é o objetivo da terceira saga do cidadão nova-iorquino que se trepa nas paredes.
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A Columbia Pictures começou a exibir o terceiro filme de sua lucrativa franquia nesta terça-feira (1) em 16 países -- oito na Ásia e oito na Europa. Na sexta-feira (4), é a vez dos EUA e na Grã-Bretanha.

.As vendas de ingressos no primeiro dia de exibição nesses mercados, que incluem Japão, Coréia do Sul, Alemanha e França, totalizaram US$ 29,2 milhões, anunciou o estúdio pertencente à Sony Corp. na quarta-feira.

. Em todos os países, o novo filme superou a performance dos dois primeiros, e, em dez deles, quebrou recordes de bilheteria. A título de comparação, "Homem-Aranha 2" estreou com US$ 15,6 milhões nesses países em 2004, e "Homem-Aranha", em 2002, com US$ 10,6 milhões. G1 (resto do texto)
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Espero que a fanquia não seja engolida por si mesma, nesse terceiro filme trazem de uma vez só três vilões (o que em outros filmes foi erro por não ter "espaço" a todos) e entre eles (meu preferido), o perverso e maniaco Venom (conheça sua origem) a simbiose alienigena mais rokenrou dos quadrinhos, tudo bem que acompetição não vai ser fácil (Shrek e Piratas do Caribe estão na sua terceira aventura tambem), mas a grande supremacia aracnidea deve se confirmar, só espero que o cinema e hq esteja em harmonia (me chamem de romântico se preferirem)


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Relembrando: - É amanhã! Porra!

20.3.07

Trash Not Dead

Hostel II. o filme trash cult apresentado por Tarantino vai ter sua continuação, que chega por aqui em junho desse ano com o nome Albergue - Parte II. O peçonhento pôster acima foi o primeiro divulgado, mas talvez por uma falta de copreensão já circula um outro (puseram uma cabeça ensangüentada pra melhor exemplificar).

Espero o filme como quem acha que o tédio do estilizado se combate com sangue.

12.3.07

Ultimatum

"Neste verão Jason Bourne volta pra casa".

Pôster do terceiro filme do espião sem memoria Jason Bourne.

No Elenco: Matt Damon, Julia Stiles, Joan Allen, David Strathairn, Paddy Considine e Tony Gilroy

Direção de Paul Greengrass

O filme tem estréia prevista para 3 de agosto de 2007.