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8.3.10

SIGNS

 O blog é como o meu "depósito de pensamentos", e como estava bastante envolvido ao conteúdo adquirido pelo twitter, reuno algumas coisas vistas por lá, furtado do link do @pecesiqueira.

 O filme em questão é de Patrick Hughes e foi criado para o Schweppes Short Film Festival, acabou por vencer o Festival Cannes Lions 2009 como melhor curta-metragem, a história fala sobre relacionamento entre duas pessoas que não podem se falar pessoalmente, só através de cartazes, o curta toca num dos sentimentos mais necessários as pessoas, a de precisar de alguém ao lado, a comunicação ainda que não oral é o foco principal.

 "O tempo é, por assim dizer, o pior lugar onde ficar perdido, [...]. Ele já tinha se perdido várias vezes, tanto no tempo quanto no espaço. Pelo menos estar perdido no espaço mantém a pessoa ocupada"  Douglas Adams 

13.8.08

Texto Alheio

No exercicio de anotar as placas de aluga-se pela cidade, tentando novos ares da vida que nunca paga minhas horas extras, encontro-me apenas com textos random e alguns duendes que insistem em ligar a televisão.


Aluga-se (de Clarah Averbuck)

Sete anos, cinco casas. Dois lares e uns muquifos. Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana, Santa Cecília. Agora é Consolação. Sou vizinha da Augusta e das moças na viração. As meretrizes, o róque, as luzes vermelhas subindo e as brancas descendo, os néons piscando, aquele clima de proibido-mas–não-muito. Meu apartamento enorme num prédio meio fuleiro, o zelador com delirium proprietarius agudo e vizinhos que dão festas e convidam. O glamour da decadência, a rua esburacada, ninguém se olhando ao passar. Uma, duas, três mil luzes na Avenida São João e os cinzentos vagabundos por aí. Pra mim chega. Estou farta das minhas janelas e da bunda do vizinho do prédio em frente e do outro taradão de bigode que vive tentando esticar o olho para o meu quarto, debruçado na varanda caçando um peitinho. Horizonte nenhum em nenhum lugar. Pra mim chega. Anoto placas de aluga-se compulsivamente. Visito prédios com corretores gagos e suadores crônicos, cafonas genuínos e faladores compulsivos. Meu deus como é terrível procurar um lar. Eu tinha esquecido. Sete anos e cinco casas – quatro nesta última. Indo de um lado para o outro na minha condição de retirante desabonada, as caixas rasgando, o colchão estragando, os pertences se perdendo. Depois veio um dinheiro e com ele este apartamento e móveis e alguma dignidade. Eu era feliz aqui. Por mais decadente que a rua fosse. Por mais mal-educados que fossem os donos dos cães & seus detritos. Ah, a falta de civilidade. Os maninhos folgados na frente do meu prédio sempre atiçando aquele maldito cão furioso e gritando uns com os outros. A pizzaria que trocou o lado da rua e virou boteco bagaceiro atraindo todo tipo de chinelagem. Pra mim chega. Eu e ele andamos pela Vila Madalena procurando uma casinha, um lugar onde os gatos possam se esparramar ao sol, minha filha possa correr e nós possamos fazer todo o barulho que bem entendermos tocando música a todas as horas do dia e da noite. Nada. Nenhuma casinha. Uns apartamentos apertados, umas paredes finas, claustrofobia. Prédios com cara de hotel, novos demais, sem vida alguma. Que fosse então um apartamento antigo com banheira, azulejos intactos e chão de taco. Não temos nada nesse perfil agora, senhora. As semanas passam e continuamos aqui, as camisinhas carregadas com a porra de outrem jogadas na calçada pela manhã, o trânsito ensandecido e suas buzinas histéricas e a escola ao lado perturbando o sono quando é festa. Pra mim chega. Não é possível que não exista um lugar pra mim nesta cidade enorme. Tem que ter, eu penso. Tem que ter. E continuo ligando para as imobiliárias. Uma hora aparece. Eu acho.


subtraido
de
aqui

27.4.07

Rape in Desert

Local: Estrada deserta.
Situação: Garota sozinha é abordada por marginal e depois de ser agredida é estrupada.

Ato:
Homem chega proximo a garota sozinha e a pega pelo pescoço:
- Fica quieta que ninguem se machuca!!
- Calma moço, eu não tenho nada.
- Nada o caralho, abaixa as calças!!
- Não, por favor, não!
O homem começa a bater na garota, e cada vez mais forte.
A garota que agora sangra pede piedade, ele para olha o rosto da sua vitima em lagrimas assim mesmo volta a bate-la, a garota ainda tenta fugir mais seu agressor não a deixa.
- Fica aqui caralho!! e para de chorar porra!!; Ele Diz.
- Não, não, não...; Ela grita nas ultimas de suas forças.
Após a agressão ele a vira e monta encima da vitima e enquanto ela chora ele a xinga e urra ao consumar o estrupo.


História muito triste baseada em fatos reais, como podemos ver abaixo:

19.10.06

Asylum

Estava tentando pegar um copo descartavel extra para pôr pontos pretos que não conseguia identificar na comida que nos serviam (ou aquilo que chamavam de servir)
- Você ja pegou o seu, agora vá se sentar
Foi o que disse a senhora groda a minha frente, tinha cabelos avermelhados e goticulas de suor na testa, se chamava Mirtes e todos a chamavam de Grude, pelo que nos servia, ela não gostava de ninguem e provavelmente nem de si mesma, acabou de me falar pra sentar e um sujeito de aparencia deprimente (como todos os outros ali) voou para cima de mim (voou é a palavra).
- Joe seu filho da puta!
Foi o que disse antes de aterrisar sobre minha cabeça.
Caimos no chão e não sabia ao certo se o cara queria me matar ou me foder, nenhuma das alternativas era aceitavel, mas era o tipo de coisa que se podia esperar daquele lugar.
- Joe seu filho de uma puta desgraçada!
- O meu nome não é Joe seu puto.
- Não se faça de louco seu porra!
- Volte para o cu de onde você foi parido!
Me deu um direto de esquerda, aonde percebi que queria mesmo era me matar.
Uns caras vestidos de branco nos separaram e ainda tive tempo de enfiar um chute no rabo do puto.
- Joe seu filho de puta!! - ele sabia variar nos xingamentos - Eu vou voltar!!
O levaram e pelo transtorno me deram dois copos descartaveis para o almoço. Malditos. Me batem e ganho uma merda de copo.
Duas semanas depois revi o tal sujeito, numa cadeira de rodas, não conseguia mexer do pescoço pra baixo e tinha um cara vestido de branco encarregado de limpar sua boca que vivia babando.
Nunca descobri o que eram os pontos pretos na comida.
Fiquei mais tranquilo depois que as paredes foram pintadas de verde claro.

30.9.06

Outubro ou Nada.



Noite fria, velhos amigos, banda simples de musicas simples.
Ele assitia a banda ao qual tanto gostava.
Onibus pra casa, viagem insolita.
Convite para outro lugar.
Festa com muita gente.
Musica ruim, cansado.
O amigo diz: - vamos, é festa.
Entramos, 7,50 a menos na carteira, provavel arrependimento.
Amigos, conhecidos, cerveja e então.
ELA.
De vestido branco, timida (ou solitaria?).
"Tirem-me daqui!" gritava sem dizer uma palavra.
Ele ja havia a visto antes.
Num outro lugar, por entre fumaça e barulhos.
Amigos, alguem, conhecidos, até apresentação.
- olá
- oi
Monossilabicos.
Ele finge ser o cara e não a olhar.
E não a deseja-la.
Cerveja, olhares, mãos.
Ele prepotente acha que é mais uma na multidão.
Alguem o avisa: - Não se engane.
Ele ignora.
Os dois frente a fente.
Se saboreiam.
Ela fala.
Ele para.
Suas bocas se procuram.
Seu cheiro, groovie, jeito, pele o fazem rever seus conceitos.
Mas aquilo tudo é como fogos
Estouram e encantão.
Mas logo se apagam.
Ela tem que ir.
E vai.
Sem arrependimentos.
Até nunca mais.

O telefone toca.
Ele atende.

27.9.06

La vaca volando


Habito
Um cara entra num bar:
- Hey Lou, põe uma dose aí pra mim.
Lou, o barman era tambem dono do bar e atendia a outro cliente, mas logo este voltou-se para o então cara.
- Não vai dar. Despejou.
- Hã?! como assim?!
- Sua conta foi encerrada.
- Como!? - Espremia a cara para entender a sitação - Mas que porra é essa?!
Lou repetiu mais seco ainda.
- Encerrada.
- Por quê?
- Por quê?!!?!
- É...
- Não se faça de cara de pau.
- Cara de pau?
- É...
- Deve ter algum engano.
- Engano porra nenhuma! Veja você mesmo, ontem tu chegou aqui, comemorando sei lá que porra fosse, bebeu pra caralho, quebrou um monte de copos, uma garrafas, e depois foi embora sem pagar nada.
- Porra! não me lembro de merda nenhuma!
- Não?!?!?!!
- Não!!
- Então te digo, enquanto não pagar, EN-CE-RRA-DA.
- Puta que pariu, que merda, e agora o que é que e faço?!
- Tudo bem, toma uma dose, por consideração.
Lou põe uma dose ao tal homen e o aponta o indicador como dizendo "olha lá hein?!".
- Porra Lou, você é do caralho, brigado.
Pegou o copo, o tomou de um gole só e o espatifou-o no chão.
Habito.
La vaca volando é o titulo para post's com contos.