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4.11.10

There's something in the water


Um lago subterrâneo é aberto por um terremoto revelando piranhas pré-históricas que transformam qualquer um em petisco, pronto, você já sabe o plot, agora sente na cadeira delicie-se com o longa de Alexandre Aja que desde "The hills have eyes" (2006) não mostrava tamanha vitalidade e uma produção de entretenimento cinematográfico no seu melhor (ao menos para este cinéfilo que nunca cansou do cinema exploitaition), algumas atuações medianas e mesmo algumas linhas previsíveis de roteiro não estragam a diversão, 3Dxploitaition sem firula, é franco, clichê e divertido pode ser a melhor classificação para a nova versão de Piranha, cinema para ser cinema e nada mais, o filme que converteu-se com a atual onda de 3D para o formato, faz uso descaradamente honesto dos recurso, onde Aja destaca na sua opera trash festas com top less e muito sangue (e as vezes até os dois juntos), a desculpa são as piranhas, o fim é um filme compromissado em entreter e divertir explorando desejos incontidos dos cinéfilos, sexo e violência bem orquestrados (não a toa vemos Eli Roth no elenco), Com participações honrosas de Richard Dreyfuss, Cristopher Lloyd e outros, sem falar que Aja ainda nos brinda com a a melhor cena do ano, Kelly Brook e Riley Steele num balé aquático totalmente nuas, sublime... cotação 3/5.

28.10.10

Movie Sessions #4



Darko rules with Tears of Fears

26.10.10

T2


 “Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção"


 Assim inicia Tropa de Elite 2 - o inimigo agora é outro e pelas próximas duas horas o limite entre realidade e ficção fica pra concepção de cada um, desde a “retomada” na produção de filmes no país em 1995 não se via tamanho expoente, Tropa 2, que traz o capitão Nascimento (Wagner Moura)  agora Tenente-coronel a frente do comando do bope, bota traficante no saco e mete o dedo na ferida aberta do país.
 Confesso que o segundo título dos caveiras me levou a pensar num caça-níquel baseado no sucesso do primeiro filme, pensamento que não procede, os dois filmes tem sua auto-suficiência, e mostram que diversão e discussão social podem estar relacionados.
 O primeiro filme, com o sucesso em grande parte devido a pirataria, ao menos no que se refere a divulgação (ou você não assistiu tropa de elite antes do cinema?) ganhou as ruas no  que parecia um viral, as pessoas falavam de "boca em boca" do filme e queriam ver mais daquilo, documentários sobre o bope logo tornaram-se tropa de elite 2, 3, 4 (!!!) no camelôs mais próximos, evidente que o interesse da população pelo cinema de gênero se fez presente, desde quando o cinema deu seus primeiros passos no Brasil, o apelo do gênero se fazia presente principalmente nos sucessos e trazia com ele o interesse das camadas populares para a sétima arte, aqui acontece da mesma forma, o “povo” foi ao cinema e tornou o filme de maior arrecadação da história do cinema nacional (fonte: filmeB)
 Quinze anos se passam entre o primeiro filme e este segundo, não mais narrado pelo aspira Matias (André Ramiro), toma agora a locução do Coronel Nascimento como protagonista, e se no primeiro conhecíamos o grupo de elite da polícia, o bope, a polícia de farda negra especializado em executar marginais, neste eles servem apenas para menção, “o inimigo é outro” como o sub-título informa deixa a esfera local do conflito e aborda temas de maior amplitude nacional: a corrupção, o que mostra as "bolas" da produção em pleno ano eleitoral.



  Peculiar ver como em determinado momento do filme com a surra de um político corrupto na tela algumas pessoas no cinema aplaudem, a impressão de realidade ou de desejo se faz presente, José Padilha (diretor) e Bráulio Montovani (roteiro) trazem um filme que tenta explicar, as vez de forma até didática, as vias da corrupção, Padilha consolida sua carreira e se mostra o diretor brasileiro mais ousado do atual cenário, mostra disso está no roteiro que é complexo, atira primeiro, e pergunta depois, e ao bem da narrativa não poupa ninguém, as cenas de ação estão bem melhores, bem encenadas e cortadas, se posicionando em momentos clímax perfeitos.
 Atuações grandiosas a parte, Wagner Moura se mostra novamente excepcional, não se tenta fazer uma versão Jack Bauer ou McGyver tupiniquim mas sem dúvida o tenente-coronel nascimento é o herói brasileiro, herói que chora, grita, sente, afinal ele é o que muitos podem se identificar, um em meio a um sistema cruel e hierárquico dominado pelos que mais desprezamos, os corruptos. O filme é feliz em se posicionar com relação a corrupção do país sem esquecer a cartilha básica do cinema, um final reflexivo além de lineriedade na ação, ou mesmo diversão.
 O filme faz sucesso porque parece real ou parece real porque faz sucesso? Em meio a discussão sociológica que se faz presente, discuta, em casa, na mesa do bar ou então ignore-a e cada cachorro que lamba sua caceta.   
  


Este lado da blogsphera está por tempos desatualizado visto a execução da minha monografia, bjomeliga. 

10.4.10

Movie Sessions #3


The Soul Brothers...

7.4.10

Doze Imundos ou Bastardos Inglórios

 Adorável mundo pop, Bastardos Inglórios, o novo filme do diretor Quentin tarantino, e pra mim o melhor filme do ano passado, mostra o diretor desenvolvendo um épico de guerra onde fica claro suas influências setentista, época em que os filmes chutavam a bunda de qualquer mané sem se preocupar com o "politícamente correto", seja Steve Mcqueen em seu "Fugindo do inferno" ou mesmo Clint Eastwood em "Desafio das Águias".
 Dia desses encontrei no "amigo da praça" uma edição puída de Os Doze Conndenados de Robert Aldrich, e que me levou a crer que este deve estar senão na estante de Tarantino, em algum lugar escondido pela sua casa.    


 Homenagens no cinema de Tarantino são um bônus a parte, desde a narrativa de Cães de Aluguel com forte influência de Kubrick à referencias físicas como o Dogde challenger 1970 em Death Proof e sua homenagem ao road movie Vanishing Point; Dizer que o cinema de Tarantino é uma "colcha de retalhos" que se ajusta a um roteiro bem trabalhado é chuver no molhado, então partamos para a proposta inicial, dentro do mais refinado filme do diretor, Bastardos Inglórios, existe as inúmeras homenagens ao cinema de guerra, e entre esses, Os Doze Condenados (Dirty Dozen) de 1967, filme que levou ao cinema grandes nomes do gênero como Lee Marvin que encabeça a trupe, que ainda conta com Jim Brown, John Casavetes, Charles Bronson, Tely Savalas entre outros, o enredo não poderia deixar de ser simples já que abrigava uma enorme quantidade de testosterona em tela, o plot fácil dá espaço pro diretor Robert Aldrich trabalhar as personalidades distintas do elenco. Nos anos finais da segunda guerra mundial, é dada há um grupo de condenados a chance de reabilitarem-se através de uma missão para eliminar líderes nazistas, boa parte do filme é ocupada com o treinamento e contradições desses prisioneiros, tinha adorado o filme e li umas críticas do longa que apesar das ótimas atuações pecava em sua duração e em seqüência um climax rápido, sem dúvida Aldrich teve mais sucesso em seus outros filmes, até porque dominava as técnicas do suspense (como  "O que terá acontecido com o Baby Jane?" e "A Morte num beijo"), mas fez um épico de guerra tendo como base o treinamento e não a execução deste em si, pensem bem, Jesus Cristo e Luke Skywalker foram os escolhidos, mas suas histórias deixam de lado seu treinamento, por achar que seria desinteressante contá-las, tanto na bíblia, onde não se conta a adolescência de Cristo como na obra de George Lucas que mostra poucos esforços de Yoda no treinamento Jedi.
  Dirty Dozen é um filme que já em 1967 opta pelo treinamento físico e psicológico dos prisioneiros como principal base do filme, fez isso abrigando diversos cars fodões, e que mesmo com algumas falhas, além de vermos no cinema de Tarantino seus frutos, mostra que em "bolas" a década de 60 e 70 é ponto de referência.  

19.12.09

Avatar [ou] Já vi isso antes

 Estava eu na quarta fileira do cinema, com um rufles e um chá de pêssego assistindo ao novo filme de James Cameron quando *ESTALO - eu já vi isso antes - pensei.


 Eram pouco mais de 16 horas quando lembrei que Avatar, o novo filme de James Cameron estreava às 17:30, me arrumei e tirando "Bastardos Inglórios" poucos filmes me convenceram a sair de casa, incomodei-me com a molecada que o filme trazia, mas não mais do que a dublação (a qual @nizoneto incluia-se), talvez uma das piores que ja tenha presenciado em cinema... segui com meu chá gelado e minha batata as primeiras fileiras para assistir o filme, ao final da sessão ainda assimilando tudo aquilo senti-me em parte trapaceado. 

 Vamos aos fatos, James Cameron não passou doze anos (desde Titanic) pra fazer um filme qualquer, é inovador antes de qualquer coisa, nos traz um cinema criado da sua tecnologia desenvolvida, nos apresenta literalmente um mundo novo, aqui chamado Pandora, de espantar os olhos dos pingos de água nas folhas a montanha flutuante (isso mesmo), ficamos arrebatados pelo estaparfúdio criado por Cameron, mundo que vale cada centavo do ingresso pago. O que para nós é um grande filme de ficção, para a  indústria cinematográfica é uma divisão de águas, é não ter mais fronteiras entre o que é real e o que foi posto para ser, é o cinema na sua função primordial, o questionamento do que é real diante dos nossos olhos (câmeras no caso), não distinguimos o filmado e o fictício, evidente que tudo isso tem seu preço, e no caso do filme foi bem salgado (Diz-se entre 400 e 500 milhões).
 No filme convivemos em grande parte com os Na'vis, espécime humanoide do planeta, ouvimos sua respiração, vemos suas lágrimas, no mundo Cameroniano vemos a textura das plantas, dos animais, frutas feitas de pixels sendo degustadas, um mundo novo não é novidade no cinema mas da forma verossímil como aqui foi feito sim, presenciamos o que no filme indica ser a interconexão dos seres da floresta, imbutido aqui uma critica a humanidade, que está cada um por si e o mundo que se foda, dá direito até ao usb incluso dos Na'vis e as outras coisas (o que acontece se um Na'vi 1.0 quiser acoplar num 2.0?), na parte técnica o filme é sensacional, suas mais de duas horas te mantém na cadeira quietinho só talvez incomodado pela previsibilidade do roteiro que não tem nada de inovador, muito pelo contrário.

 A sensação de trapaça que me ocorreu no final da sessão foi a respeito do enrredo, há tempos não ia ao cinema, e ali pude então entender o porque, já tinha visto aquilo, nos últimos meses da década não só tinha adiado (mais uma vez) meu tcc como também mudei meu tema de pesquisa, decidi fazer sobre algo (ainda) mais próximo a mim, de movimento operário passei para cinema, o antigo cinema da minha cidade o "Cine Argus", blábláblá a parte tive que ler muito do pioneirismo cinematográfico da região e teorias cinematográficas internacionais, fiquei com um texto me martelando a semana toda desde que o li, o de Horácio Higuchi "Reflexões sobre o abacaxi ou quem engoliu Forrest Gump era infeliz e não sabia", texto que recomendo de coração mas que não vou entrar nele fundo, vale citar apenas que o mesmo me abriu a mente ante os enrredos cinematográficos, a música grudenta, apoio aos desfavorecidos, heroismo fabricado, está tudo lá para nos alienar às vezes até jogando sujo pra conseguir o que quer (esse artigo foi publicado em "100 Anos de cinema - Unama, 1995), Avatar ironicamente reinventa o modo de se fazer cinema numa história que é feita há pelo menos uns 40 anos, Pocahontas já contou essa história, alguns caracteres tinham sido explorados antes também, Ferngully, Rapa Nui, Dança com Lobos, Rei Leão, Brave Heart entre outros (até quadrinhos Marvel como diz aqui), uma cocha de retalho contada com alta tecnologia.

 
 Vale dizer que foi "Bem" contada, Cameron não nos deixa na mão apesar da história batida, até porque estamos falando do cara que fez Titanic, um épico que pelo enrredo deveria ser chato bagaraio, aquilo foi mais como uma revolução pessoal.
 De repente estava eu ali sentado, não sabendo se ria ou saia da sala, sempre me achei um bom cinéfilo, nunca saco as previsibilidades do roteiro (a menos que sejam gritantes), assisti Arraste-me para o inferno (Sam Raimi) me assustando a cada momento do filme por exemplo, mas agora parecia que senti o gosto da fórmula Hollywoodiana, como Jean-Claude Bernadet entende o cinema é feito de fórmulas, novidade é risco, e risco reflete a perda de capital, o que é impensavél nesta obra tão cara, e apesar do enrredo continuei assistindo as deslumbrantes cenas que o longa indiscutivelmente nos proporciona, lembrei de Bukowski que dizia que hollywood não fazia nada de interessante ou mesmo o Ronaldo  Passarinho que diz que o que o cinema tem de contar, já contou nos anos 70, segui pra casa com uma pizza e algumas cervejas na sacola, a quem me perguntava eu respondia que o filme era bom e recomendava, mas no meu incosciente sentia o gosto de desestruturar um pouco a fórmula, voltarei ao cinema outra vez, mas com a certeza de que vai ser mais difícil me convencerem.

26.11.09

Top Five XIII

 Este ano a ficção científica volta a dar ares de inovação e qualidade novamente, com os excelentes Star Trek (JJ Abrams), Distrito 9 (Neil Blomkamp) e Moon (Duncan Jones)  que me fizeram relembrar e rascunhar este top dos meus sci-fi's preferidos. 

Top Five Sci-Fi

1º- Metropolis (Fritz Lang, 1926) 

Clássico do expressionismo alemão e um dos meus filmes favoritos, mostra um futuro onde a sociedade hierarquizada entre os nobres e os operários convivem sem esperanças de mudança social, os operários vivem no subsolo trabalhando para manter a cidade enquanto a playboyzada fica curtindo a vida, o filme de 1926 tem uma vitalidade raras vezes vistas atualmente, conta a história do aristocrata que se apaixona pela operária lider da revolta que é substituida por um robô, com robôs, cientistas malucos e filosofias cinematográficas este sci-fi tinha originalmente 5 horas de duração e que hoje mesmo cortado as suas pouco mais de duas horas é deslumbrante e excelente filme pra indicar pro seu filho. 


2º- 2001 - The Space Odyssey (Stanley Kubrick, 1968)

O que seria Sci-Fi senão uma tentativa de compreender até onde o homem pode chegar? e principalmete sua comprensão através da tecnológica em detrimento de vários conceitos éticos e morais, uma das obras-primas de Kubrick transcede a película e nos põe a frente do nosso lado mais existencial,"de onde vemos? pra onde vumos?", música, fotográfia e direção fundem-se com maestria para contar a própria evolução do homem, o número de passagens clássicas é tanto que não cabe citá-los, desde seu começo épico ao confronto entre homem e máquina (representado pelo computador demoníaco HAL), filme lento, pesado e perfeito. 

3º- Blade Runner (Ridley Scott, 1982)

BR  é dos filmes que fizeram o trabalho e sujo, limparam a barra dos sci-fi, que eram vistos como filmes menores, abrindo caminho para o gênero e ainda assim foi mal recebido pela crítica e publico, baseado na obra de Philip K. Dick, Ridley Scott mostra uma Los Angeles em 2019 que tem que conviver com seus Replicantes, andróides criados para serem escravos, uma linha tem de ser eliminada, aí entra o caçador fodão Han Solo, opa, Deckard o então Blade Runner, no decorrer do filme acompanhamos o embate entre criador e criatura a qual os Replicantes se fazem, confesso que não gostava do filme até um tempo atrás, mas sua narrativa tende a crescer no conceito com o tempo com a chance de ficar em primeiro quando eu refazer esta lista...   

4º- Star Wars - The Empire Strikes Back (Irvin Kershner/George Lucas 1980)
  
Este é talvez o melhor filme do meio de todos os tempos, A continuação de Star Wars Uma nova esperança de 1978 é pra este pobre mortal uma obra singular e que ultrapassa seu original, não cabe a mim comentar seus elementos tão difundidos como os sabres, jedis, império do mal, rebeldes e etc..., cabe um pequeno comentário da geração que viu Star wars em dvd, o então clichê primordial está mais que presente, o bem contra o mal toma dimensões extras, sua mercadologia é bem justificada, e a saga dos skywalkers tem um espaço no coração de todo homem de bem.

5º- Matrix (Wachowski Brothers, 1999)

Um clássico de tempos modernos, algo onde não conseguimos sair imunes, os irmãos wachowski nos abrem os olhos para uma ficção científica aliada a bons efeitos especiais, filosofia e kung-Fu, lembro-me do filme ter ocupado minha mente por dias após assiti-lo, e ainda tem seu lugar garantido toda vez que sinto "falta do mundo real", um elenco escalado a dedo num roteiro que copia de várias fontes e nisso cria seu próprio estilo. Essencial.   

26.10.09

Movie Sessions #2



Pacino meets Gardel

14.10.09

Nova (Nova) SET

 Recebi semana passada a mais nova edição da revista SET, a revista em maio correu o risco de acabar , me pus então a fazer sua assinatura quando vi que ela não se fora, foi quase como abraçar um amigo que estava para morrer, sempre tive contato com a revista e encontrava nela bons textos sobre  a sétima arte, a "quase morte" não foi mero acontecimento, seu custo de produção teve uma visivél queda e por conseguinte sua qualidade, a edição que recebi é do mês de setembro (um mês atrasada), mas com boas novas (ou não), mudou de editora, quem agora tem esse cargo não é mais a Peixes editora e sim a pouco conhecida Aver editora.


 A Revista está visivelmente diferente, começando pelo visual, nas ultimas três edições a revista parecia ter sido feito por um estágiario de publicidade num photoshop freeware, na nova edição ela está mais digramada e estilosa, assim como a conheci, ainda vemos falhas, como a não assintura de algumas materias, a retirada das sessões de música, games, series, etc... outra impressão é de que está sendo feita por poucos, grande parte dos textos e de Roberto Sadovski que até tem uma intimidade com o cinema, mas que não é a única a qual estou disposto a conhecer, as edições passadas não são "perdidas", acertam no risco que correram ao publicar materias de um lado mais underground do cinema (como os 100 filmes de terror e o cinema (não-mais) sexual na terra brasilis, ed.264), deslizou feio com algumas declarações odiosas, como a eleição de "Fim dos Tempos" do Shyamalan como pior filme da década (ed. 263) e alguns pitacos canalhas nas produções de Harry Potter (ed.264),  a seção de dvds e cinema começa a dar um melhorada (ainda que esteja risivél), retirou a porrada de colunas freelance, uma boa já que nem todo mundo está fazendo teoria cinematográfica ou mesmo curso técnico de produção (uma ou duas colunas tão de bom tamanho).
 A nova editora vai "arrumando acasa" com algumas propagandas estranhas (Programa Magnavita?!)  e uma edição já melhorada vista a edições anteriores.
 É sentar e ver ou mudar o canal se nescessário.

25.8.09

Top Five XII

                                                          

 Top Five Road Movies

 A mochila na costa, a estrada a frente e a poesia está formada, depois de horas sob estradas (e rios) o sentimento me remeteu a um top five de filmes on the road, estes filmes estão entre meus favoritos e não necessariamente são bons filmes (no sentido de nexo ou atuação), são bons por que encarnam como poucos o sangue nas veias encima de um motor, não estão necessariamente interessados onde vão chegar, e sim como. 
 O rodar de rodovias (ou pistas), o homem e a máquina, o seguir a estrada, estes tem uma poesia intriseca, as duas primeiras posições vestem-se do ideário da contra-cultura não como uma homenagem a ela e sim como a própria, os dois amigos que representam a liberdade (ou apenas dois caras que precisam tomar banho) e o "ultimo heroi americano" tem um lugar garantido no céu dos caras legais. A terceira posição é do patrulheiro rockstar no tempo em que a estrada era para os fortes e os clichês ainda eram bons.
 A quarta posição talvez seja do mais on the road destes, Mcqueen segue por 24 horas numa Le Mans em takes sensacionais que dá até vontade de dar uma voadeira em quem fez os Velozes e Furiosos da vida. Na quinta posição um filme que encarna alem do espirito rock'n roll, o espirito rock'n roll na estrada, e isso por sí só diz tudo, sair na estrada com sua própria banda de rock, o velho sonho de todo moleque...      


1. Easy Rider (Dennis Hooper, 1969 - "Sem Destino") 
 

2.Vanishing Point (Richard C. Sarafian, 1971 - Corrida contra o Destino)

3.Mad Max (George Miller, 1979 - Idem)


4. Le Mans (Lee H. Katzin, 1971 - "24 horas de Le mans")


5. Almost Famous (Cameron Crowe, 2000 - "Quase Famosos")

1.6.09

Wanted


 A véspera do lançamento de "Inglorious Bastards" de Tarantino, a Europa Filmes deixa de lançar "Death Proof" (1) por razões obscuras ou (2) mercadologismo anti-cinema, por sorte o país do Bope conta com seus "amigos da praça" e Torrents from hell pra salvarem os cinefilos desolados.
 Campanha oriunda do Cine Demencia

12.5.09

Animal Farm


 Deixe de manha e conheça um pouco de história através da cultura pop...
 Animal Farm de George Orwell, escrito em 1945, tinha na sátira muito a ensinar sobre o periodo stalinista russo pós revolução de 1917, Orwell  (conheça mais o autor aqui) tem suas maiores obras na sátira politica, ao stalinismo (animal farm) e ao autoritarismo (1984), você logo pensa que aqui vou inserir um discurso prolixo pra esplicar o filme, talvez, mas o importante é dizer que em 1999, foi feito um live-action baseado no livro,  filme que não repercutiu muito na mídia na época do lançamento e é uma preciosidade para leigos e entendidos no assunto,  confesso que estava há tempos esperando para lê-lo, mas com a falta de tempo optei em assistir o filme que é bem feliz nas transposições do que queria o autor, muito disso devido John Stempheson diretor do filme, que dá vida aos animais da fazenda, e após quinze minutos nem nos damos conta que é um filme de animais falantes, o diretor é o mesmo do irritante "Baby - o porquinho atrapalhado" que não deixa sairmos da frente da tv até seu final ou o bobo "101 Dálmatas", mas neste, ele nos presenteia com a versão orwelliana do Stalinismo, onde o poder conquistado é auto-corrompido pelos seus dirigentes, o que daria de se encaichar em muitas revoluções em si, mas pinta com cores fortes sua critica a revolução russa nos eventos decorridos na mesma, crise na direção do partido, descaso com as causas percusoras, pós-objetivos conquistados, a corrupção interna, isso tudo muito bem desenvolvido no filme de Stempheson que dá vida a um dos melhores paralelos sobre revoluções já feitos. 



Tanto o livro quanto o filme foram traduzidos para "A Revolução dos bichos"

1.5.09


  "Só são romanticos os amores não acabados"

Vicky Cristina Barcelona (2008) - Wood Allen  

25.4.09

Zumbis, Strippers e Pornstars

 As semanas passam sem se despedir e enquanto tempos atrás eu acordava às 11:00 num sábado como este, agora me regulo acordar cedo para aproveitar melhor o dia que está cada vez menor, tive em mãos algumas coisas que há tempos estava querendo conferir e por sorte veio tudo como uma avalanche, zumbis, strippers e pornstars (tanquiu godi).

 Resident Evil Degeneretion (2008): Ainda que sempre tive uma receio de zumbis no CGI, a serie Resindent Evil é excessão, e pela primeira vez vi algo a nível de seus games, em "Degeneração" RE mostra que pode dar sustos no cinema tambem, seus filmes em live action foram risiveis, é tudo muito Fake (ainda que a Jojovich ajude), já em Degeneração mostra o que o cinema tinha feito aos quadrinhos, respeitar a mitologia da serie, e principalmente os seus fãs, não sou dos mais intusiasta ao game (joguei apenas o 2 e o 4) e é nesse parametro que está o trunfo, o filme tambem serve para os que nunca ouviram falar de Resident Evil, ou mesmo pra buscar novos fãs, no longa, há uma introdução pra as explicações e começa após sete anos aos incidentes Racoon City, daí em diante seguimos Claire e posteriormente Lion "o fodão", revelando aspectos da serie numa trama bem construída acompanhada de uma direção de ação que funciona.
 Ao seguir o dia me deparo com Zombie Strippers (2008), então comecei a ver que o dia ia ser bom.

 Num futuro próximo, no quarto mandato do presidente Bush, um grupo militar desenvolve um vírus que anima seres mortos, e adivinha o que acontece!? o vírus sai de controle, e vai parar numa boate de strippers por um militar infectado, é visível a homenagem a grandes filmes do gênero, com atuações toscas (aparentemente propositais) e enrredo e roteiro bem canalhas, com a supra sacada de reunir zumbis e strippers, estas últimas lideradas por nada mais que Jenna Jameson (pornstar empenhada)  que vão sendo infectadas e continuam a dançar, sua disputa interna acaba atraindo mais clientes, este que é o unico interesse do dono do local, magnificamente (sei que é um pouco de entusiasmo da minha parte) interpretado por Robert "Freddy Krugger" Enlund, as coisas desandam quando as meninas começam a comer seus clientes literalmente, pra quem gosta do estilo um prato cheio (de sangue). 
 E no decorrer do da, mais Strippers cruzariam meu caminho... 

 Via Torrent, baixado e assistido Faster, Pussycat, Kill! Kill! (1965), Russ Meyer estava há tempos nas minhas listas de filmes a ver e foi justamente calhar na semana mais zombies and sex do ano, FPKKill! tem no título seu primeiro trunfo, o titulo que indica, velocidade (faster), sexo (Pussycat) e sangue/morte (Kill! Kill!), traz o principais interesses masculinos alem de algo inerente ao seu cinema, mulheres de seios fartos em camisetas brancas e suas botas de couro, o visual não me pareceu estranho a principo por ter sido inserido em "Death proof" (2008) de Tarantino numa visivél homenagem, mas é de fato um filme atípico, tem uma aura cult, pelo estilo, apesar da história não ter sentido em determinados momentos, com dialógos risivéis e sem nexo, o filme é em suma bom de tão ruim, na história, três strippers (Tura Santana, Haji, Lori Williams) saem por aí testando a velocidade de seus carros e após uma confusão com um rapaz e sua namorada matam o sujeito e prendem sua namorada, acham um rancho onde vão tentar usurpar alguma grana de um velho e seus filhos que moram no local, o filme tem seu charme, tem uma sensualidade intríseca, um ar seco das estradas poeirentas, subcultura anti a censura da época, destaque pra danças sem sentido, mortes sem sentido, estilo cool das meninas, maldade desenfreada de Tura Santana, os carros estilosos e outros motivos que cada um pode achar...

Pra não ficar só na menção a pornstars esse ano eleigi uma das musas mor do pornô universal: Hitomi Tanaka, a mulher de olhos puxados mais gostosa do planeta, a rainha dos feitiches nerds geeks, a deusa hentai jamais imaginada, o musa niponica dos sonhos; Sem mais pagação de pau, botem o nome dela no google ou no xvideos e descubram essa rainha do pornô oriental.

 Satisfação garantida ou seu dinheiro devolvido.
 

9.4.09

Citação

 

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourselves. Choose your future. Choose life… But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life. I chose somethin’ else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got heroin?


Trainspotting. 1996. Danny Boyle.

1.4.09

Jerome Bixby's


 Recomendação apropriada ao primeiro de abril.
 Richard Schenkman traz em seu The Man from earth, a sacada universal dos filmes de orçamento limitado, um argumento que deixe esse detalhe em segundo plano, a proposta é simples e a habilidade em equilibrar roteiro e direção nos deixa sentados até o passar dos créditos, tal trunfo vem de um dos escritores de  ficção cientifíca bem comentados da atualidade, Jerome Bixby que assina o roteiro e tem o nome vinculado no título.
 Bem, ao filme.
 Na despedida de um colega, professores universitários tentam entender o porque da despedida após dez anos sem motivo aparente, este, revela então que teria 14.000 anos, um cro-magnon, um "homem das cavernas" que sobreviveu aos dias de hoje, dado o absurdo da revelação os presentes na sala começam a discutir a possibilidade de tal afirmação ser possivél, vão questionando e averiguando numa discussão antropológica, biológica, religiosa e sobretudo histórica a qual acompanhamos, que pode ser uma loucura muito bem formulada (afinal se trata de um professor de história) ou uma alegação absurda e fantástica, um dos pontos  discutiveis no longa é deixar claro a posição do então homem de 14.000 anos e não deixar ambiguo (muito mais cool) como em K-pax de Ian Softley (tomada as devidas diferenças de tema).
 O filme se sustenta pelo seu argumento primoroso, ainda que não vá alem do conhecimento pré-suposto, ou seja, não adianta achar que vai ter uma aula de história, é um bom filme, pronto; Lembrou-me de Antes do amanhecer de Richard Linklater e Procura-se Amy de Kevin Smith com uma produção limitada e um roteiro bem trabalhado (tomando as devidas diferenças novamente) entre as boas atuações de John Bilingsley, Richard Riehle, Tony Todd e outros, esse último dá a definição do que seria uma certa ambiguidade no longa, "Não há maneira no mundo que faça provarmos a história de john, ou mesmo o seu contrário, não importa a quão absurdo isso possa parecer".
 Na produção o ponto alto foi a divulgação a qual foi permitida o download do filme, nada melhor para transformar um cult-movie do que deixar nerds cinéfilos assitirem com exclusividade, ainda que não dê um significativo retorno financeiro, tudo pela arte então...     

15.2.09

Bastardo Inglório







Esse ano tem Queixada atrás de Motherfuck's nazistas!

20.12.08

Homenagem sem motivo.

 Final de ano e nada mais ritualesco que um monte de gente comprando bens desnecessarios e comendo coisas impostas pela midia.  Sim, eu gosto de natal, afinal de que adianta a racionalidade senão para fazer festas de ano pós ano pela simples passagem para outro ciclo? 
 Esse foi um bom ano para esse que vos escreve ou diria um ano peculiar cheio de novas experiências e bons filmes, entre o trampo e cuidados com meu filho me deixo fazer as tradicionais listas de fim de ano, filmes, series, albuns e um monte de entulho pop consumido entre pagar uma disciplina na capital,  fazer um projeto,  dar aula para infernais alunos de quinta serie e cuidar do meu pequeno discipulo. 
  Deixo aqui um homenagem sem motivo a coluna ZOOM que leio semanalmente do Ronaldo Passarinho no Liberal, onde este também adepto das listas de final de ano diz que não assistiu a tudo e nem queria, fez questão de perder algumas estréias, "quem assiste a tudo o que entra em cartaz pode até gostar de filmes, mas não gosta de cinema", não concordo com tudo que o Passarinho diz, mas certamente sei reconhecer que o cara escreve bem.
 Na coluna este sabe que aqui na Terra Brasilis o cinema é mal-tratado e considere então a questão das Terras do Norte, onde todo filme concorrente do oscar nem estreiou, como o mesmo diz, na Terra do Moviecom. compreensões regionais e criticas bem escritas são é um grande atrativo.
 Atá, na lista do citado estão Batman: Cavaleiro das trevas, Sweeney Todd, O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, Fim dos Tempos, Império dos Sonhos, Sonho de Cassandra, etc... (ele não os coloca em ordem).
 Por algum motivo sempre quis dizer que lia essa coluna, não para me "mostrar", mas sim para homenagear pessoas que estão no cotidiano e fazem parte pensamos, afinal, o sentimento finaldiano não serve para isso? saia da frente desse computador e faça uma homenagem sem motivo tambem.  


(O Titulo do Post é de um Texto do Vitor Paiva que falava justamente disso, fazer algo sem receber nada em troca ou alguma coisa do gênro)

Blog De cinema (por Ronaldo Passarinho)

12.11.08

para casa

Dia desses discutia com a garota G a razão de existir "besterois", American Pie e outros... (alem é claro do valor comercial). Bem, não existi razão, existi porque seus produtores, os States, não tem nada melhor pra fazer do que esses filmes com argumeno estupido.
Agora, para que o cinema serve senão para contar uma história? para imaginar algo, tido isso em mente, os american pies servem para imaginar aquelas situações bizarras e entreter, um filme não vive de uma boa idéia como uma boa idéia não faz um bom filme. Há inúmeros filmes que não são nem um pouco originais e ainda sim são bons, e outros com cenas antológicas, mas de pouco rendimento como um todo. Assisti esses dias três filmes diferentes entre si e de idéias originais, e que em nem um momento se mostraram pequenos frente sua idéia, recomendo com força.

Semana Divx

The Host de Joon-Ho Bong (Coréia do sul - 2006) 

Teeth de Michael Lichtenstein (USA - 2007)

Be Kind Rewind de Michael Gondry (USA - 2008)

Recomendações para mostrar que no fundo do peito deste blog tambem bate um coração calado... (que está de volta) 

26.8.08

Movie Sessions

Big Fish

...vem cá e me dá um beijo Burton.