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22.11.10

Brega S/A

Lançado no final do ano passado, o documentário Brega s/a mostra parte do mundo que envolve a cena musical no estado do Pará, um documentário sobre o Tecnobrega, que ainda que não seja o único ritmo, tomou de assalto o estado nos últimos 15 anos de forma que todos ouvem (muitos como eu por osmose) e que destaca-se por vezes no cenário nacional (o que assusta um pouco), confesso que nunca tive apreço pelas músicas, mas como sobrevivente destas terras, deixo o link deste documentário bem interessante que antes de qualquer conceito moral mostra que não há como ignorar as transformações que estado atingiu, que por bem ou por mal são incontornáveis.



Parte 1 de 6 (todos upados no youtube), créditos da direção @gustavogodinho e @vcunha

3.9.10

Briefcase Full of Blues



Track List:


1 Opening: I Can't Turn You Loose / 1:50
2 Hey Bartender / 3:01
3 Messin' with the Kid / 3:35
4 (I Got Everything I Need) Almost / 2:50
5 Rubber Biscuit / 2:57
6 Shot Gun Blues / 5:23
7 Groove Me / 3:46
8 I Don't Know / 4:14
9 Soul Man / 3:28
10 "B" Movie Box Car Blues / 4:08
11 Flip, Flop & Fly / 3:38
12 Closing: I Can't Turn You Loose / 0:51

Download Aqui

9.8.10

O mestre Jor

15.4.10

Sobre Russo

A década de noventa foi um período estranho, principalmente para quem passou a infância, tudo naqueles anos "ria" dos anos oitenta ainda que fazendo muitas coisas recicladas, tudo ali começava a "limpar" mais as cores fortes da década passada, com pouco sucesso diga-se de passagem, as roupas eram estranhas e hoje motivo de deboche, o rock mundial começou várias experimentações que posteriormente deram certo enquanto o nacional fazia variações dos mesmos acordes com letras pseudo-intelectuais.
 Em meio ao caos visual e mental dos anos noventa, uma professora me atentou para uma letra de uma banda, foi ler e virar fã na hora, era "pais e filhos" do Legião Urbana (nesse tempo eu ainda era comunista por vocação), foi então que conheci Renato Russo, líder, interprete e compositor daquela banda, nunca antes tinha dedicado algumas linhas a esse período da minha  vida, como no último dia 27 de março Renato completaria 50 anos e em meio ao hype formado no twitter e na mídia em geral relembrou-me os motivos pra mim ter deixado a Legião Urbana nos anos noventa.


 Legião Urbana, (junto ao Nirvana e Oasis) talvez seja a maior responsável de eu não ter virado "chicleteiro", hoje posso ter uma visão "de fora" daqueles anos e perceber como a percepção daquele período mudou, eu cresci com as letras de Renato, não nego isso, mas há muita hipocrisia nessas "homenagens" a qual muitos estão fazendo, primeira coisa, você que é fã de Legião e assim como eu já ouviu tudo que ela fez (o disco "dois" é meu favorito), incluindo os álbuns solo de Renato: não dê ibope pra essas regravações caça-níqueis, o Renato Russo morreu, aceite isso, regravações com fulano de tal e os dizeres "parceria inédita" é tudo lixo, esses tipos de disco são feitos pra usurparem de fãs a paisana, pensa só, os caras tinham duas ou três músicas inéditas do cara, regravam outras com outras pessoas, juntam gravações dele falando umas merdas e botam no mercado, afinal o "cara é o Renato Russo, os fãs querem", BULLSHIT!! não se envergonhe brasileiro, isso acontece em todo lugar, temos que combater, dado o recado sigamos.
 É quase unanimidade de que os fãs de Legião Urbana são dos mais chatos do país, perdendo por pouco para torcedores do Flamengo, fãs de Engenheiros do Hawaí e Cearenses, Renato Russo é um ícone diferenciado no cenário rocker do país, escrevia bem, e sua sonoridade ainda que nada inovadora, servia de forma eficiente as letras, agora sejamos sinceros, a forma messiânica como ele é tratado é tediosa, não me admira que o rock Brasil não cresça na mídia grande (tv), ficamos a sombra de um bom escritor de rock, onde uma maior homenagem seria se começássemos a ver o rock nacional como algo que pode crescer por seus meritos "vivos", não por se espelhar em figuras importantes do passado que em si copiavam do mainstream, o que eu quero dizer é, entendam Renato Russo como um produto do seu tempo e não um fim no rock Brasil.

Nota mental: nunca vi Sex Pistols no som do Legião.        

13.3.10

Top Five XIV

 Espaço para a (já tradicional) listinha de melhores albuns de música do ano passado na minha opinião, o último ano da década quebrou de vez as preferências musicais, os grandes jornais (Guardian, NYT, etc...) e diversos blogs, a cada divulgação de listas de melhores, disparidades e citações peculiares, sinal de enfraquecimento na indústria? para alguns sim, para mim é sinal que a música globalizou-se (mais ainda) por si mesma, cada um escuta o que quer, na hora que quer, em qualquer parte do mundo. Não foi um ano pra grande indústria fonográfica, dos estouros mundiais, apesar deles terem existido, foi para os ratos de internet mostrarem seus achados, suas "pérolas", aqui as minhas:

Top Five Álbuns 2009


5. Phoenix - Wolfgang Amadeus Phoenix

  A trupe francesa do Phoenix em seu quarto álbum traz um pop sintético que permeou inúmeras das minhas tardes do ano que passou para transformá-las de simples tardes de tédio em tardes divertidas em potencial, com seus singles grudentos ("1901", "Liztomania", entre outras), o baixo ágil de Deck d"Arcy, as guitarras indies de Christian Mazzalai e Laurent Brancowitz e a jovial e altamente indie-style voz de Thomas Mars faz de Wolfgang Amadeus Phoenix um  disco que tende a crescer com o tempo, tem estilo sem parecer "só" mais uma bandinha indie num mar de pseudo-nerds.


4. Julian Casablancas - Phrazes for the Young

 Esse album entra neste top não só pela qualidade, que já faz jus, mas por conter em si a história do década passada, a década que começava com  Is this it do The Strokes (2001), album que apesar da qualidade, sua fama estava ligada diretamente ao sucesso na web, ou seja, entre nerds, indies e variações. A partir  dali a década seria invadida por inúmeras bandas como aquela que fez um album simples, um tanto sujo e cheio de influências, quase dez anos depois, vários integrantes fazendo projetos paralelos, Julian Casablancas, vocalista e compositor do The Strokes toma liberdade num trabalho solo, confesso ter ficado receoso com o álbum em mãos, aquele era o cara que talvez tivesse me salvado para o rock, o que podia esperar?.
 Phrazes for the Yong é ousado, ele mostra suas fortes influências oitentistas, sabe quando um álbum nos faz balançar sem querer e quando nos percebemos, paramos rápido e damos aquele sorriso sem graça, "o que foi isso?", foi o que aconteceu, os teclados expansivos e engraçados, as  sonoridades dançantes que a própria banda  não conseguia chegar, um disco altamente cool e necessário ao ano passado.
 Os anos que se passaram foram musicalmente os mais experimentais de todos os tempos (visto o advento da internet e outros meios), nos encontramos já em outra década e este álbum põe um encerramento digno aos anos 00's (tudo neste comentário esta imerso a sentimentalismo cafona). 
 Destaque para Left & Right in the Dark, 11th Dimension e River of Brakelights.     


3. Bill Callahan - Sometimes I Wish We Were An Eagle

 Redimir-se pela música ganha uma nova versão, Bill Calllahan traz a tona acordes envoltos a letras cheias de sentimentalismo e confessionárias, respaldando-se de diversas situações simples ao cotidiano, um trovador sofsiticado diria. Ainda que para se ter plena compreensão do álbum o inglês tenha de se fazer presente, Callahan nos leva por meio de melodias requintadas, uma batida agradabilíssima e sua voz quente. Foi um dos grandes achados do ano, apesar de haver uma carreira de mais de 15 anos, só com "Sometimes I Wish We Were An Eagle" ele se fez presente aqui por casa, no computador, sala, carro, etc... definitivamente um disco feito com carinho e recomendado para dias de chuva e conversas que não precisam muitas palavras, resenha delícia aqui.
 Recomendo Eid Ma Clack Shaw e  To many birds.


2. The Horrors - Primary Colours

 Mais do mesmo, cópia de cópias, visual emo-rock, essas são as características que qualquer um daria ao The Horrors, mas ao passar das faixas vai percebendo-se que os putos tem uma qualidade peculiar, a de agregar influências, a sonoridade que passa de rock soturno a etéro, o TH identifica-se bem com a sua geração (The Killers, The Strokes entre outros) com influência a sonoridade de bandas um tanto marginais da década de oitenta, tenho pra mim que apesar de Faris Rotter (vocalista) ter "q" de Ian Curtis (Joy Division) seu estilo aproxima-se de Jim e William Reid (Jesus and May Chain), grande parte do sucesso da banda, e como a conheci, se deve também a produção competente de videoclipes, mistura-se nisso guitarras "sujas", o "tecladinho", uma bateria com eco e um baixo demoníaco e logo após as primeiras faixas você sabe que aquilo é a banda de rock que você precisava ouvir sem apelar para sua pasta de décadas atrás.
 Recomendado: "Who can say?", "New Ice Age" e "Sea Within A Sea".


1. Soil & "Pimp" Sessions - 6 

 Quem navega na internet e vive baixando "novidades", sabe que depois de um tempo o interessante é descobrir o que há de melhor em cantos obscuros do globo, seja num festival no sul da Armênia, seja em experimentações musicais num pub Australiano, os troféus são guardados em mega-bytes a mão para a sua execução imediata, e por alguns meses estive com uma banda de jazz na cabeça, sabe quando pegamos o nome de uma banda naquela citação num blog que publicou um artigo ano passado que ninguem leu? foi o que me levou a Soil & "Pimp" Sessions e na condição de dependente digo, essa porra é altamente viciante.
 Meu conhecimento no cenário japonês confesso ser bem tímido, mas não há como negar que eles hoje são os melhores em propagar o jazz pelo mundo, meu gosto por jazz influenciou na decisão do top, mas eu desafio alguem a sair imune de tal disco, se você conhece um pouco de jazz vai saber de cara que eles  fazem algo diferente, é dificíl definir ou temivélmente rotular, os caras passeiam pelo free-jazz, música latina, dance, bebop, rumba e aparentemente o que vier em mente, passam do harmônico ao frenético, num vigor interrompido por algumas baladas lounge (que por sorte são poucas), organizam o caos de metais e acordes num album que pode vir a cair com o tempo, mas sem dúvida esta no vintage de 2009.
 Sem recomendações, baixe o album a partir dos links, tire o sofá da sala que está vai ficar pequena perto deste album (duvida? então aperte o play).
Download:
(Mediafire parte 1 + parte 2)
(Rapidshare parte 1 + parte 2) 



Soil & "Pimp" Sessions - Pop Korn

Nota: Os Albuns anteriores do S&PS são ainda melhores.
Nota2: Não há link para os outros álbuns porque são fáceis de achar, deixa de ser preguiçoso e vai atrás.

17.11.09

Só os mais aptos sobreviveram


13, 14 e 15 de novembro,
2009,
African Bar,
Belém do Pará,
4º festival SeRasgum
Fotos do Flickr do último dia (15).
Programação: Clube de vanguarda celestial (PA) / Godzilla (AP) / Sincera (PA) / Inverso Falante (PA) / Retrofguetes (BA) / AMP (PE) / Hablan por la espalda (URU) / Deliquentes (PA) / Matanza (RJ) / Stress (PA) / Velhas Virgens (SP).

Se Rasgum oficial site aqui

16.11.09

SER4SGUM

 Domingo atípico na capital paraense neste 16 de novembro onde me vi dentro do supra-sumo dos eventos alternativos, o 4º festival Se Rasgum que traz uma caralhada de bandas locais, nacionais e algumas gringas no intuito de saciar a sede de indies, metaleiros, tiozões e desocupados em terras do nortis.  SeRasgum Oficial.  

 Estava na cidade a pedido de um amigo para o 33º evento anual de comemoração ao seu nascimento, o que podia tambem ser encarado como seu aniversário ou um comunicado: "cerveja grátis pessoal!! venham!!", copos e conversas baratas entre amigos e as meninas de classe que nunca me dão confiança, um senhor cantando mpbs desconhecidas para menores de 30 anos e porções de carne mal passada faziam a "preparação" ou "aquecimento" para o festival, que havia começado dois dias antes e que se encerrava naquele domingo, conheço aquela cidade desde pequeno, mas definitivamente nada ali no bairro da sacramenta onde me encontrava,  já um pouco alto, seguimos a desbravar a cidade em busca do African Bar, onde o festival seria realizado (pelo segundo ano consecutivo), local mais que apropriado, o lugar dava a sensação de pequeno e intimista quando tinha um espaço bem amplo que acomodou bem a diversificada programação do evento, pechinchei o ingresso na frente por 18 pratas e entramos quando acabava a apresentação da AMP, banda pernanbucana de guitarras altas e bom entrosamento entre baixo e guitarra, assiti estes pouco, assim como a seguinte, Hablan por la espalda, banda uruguaia de hardcore que vinha pela primeira vez ao festival, pra falar a verdade essa eu nem vi, apenas coloco aqui por que estava na programação, seguimos para a praça de alimentação para abastercermos, cervejas geladas quatro por dez (ainda que a questionável Cerpa Gold), o que obrigavamos a comprar quatro por vez, pechichamos o sushi enquanto passeavam pelo local as indiezinhas que só encontrariamos em pub inglesas, o dia não fora escolhido ao acaso, já havia passado muita coisa boa nas apresentações do dias anteriores, Nação Zumbi, Pato fu, etc... mas era naquele dia que o rock pesado se fazia anfitrião, não minto em dizer que esperava por anos as duas pricipais apresentações da noite, Matanza e Velhas Virgens.

"To hell with Belém"

 Os primeiros citados, então precursores do countrycore no país me fizeram voltar aos meus 17 anos, onde mulheres e bebidas ainda não me consumiam tanto, o rock era tudo que bastava, talvez peque em dizer isto visto o fato recente, mas foi o show a qual mais curti na vida, muito em função do audio, muito bem posto e do nivél aceitavél de alcool no sangue, fui perto do palco (na famosa zona do guargarejo) e pude ver o vigor da banda do "viking" que tem de trunfo a interpretação do mais puro clichê do rock, o "rock pra macho porra!", algumas músicas como "Todo ódio da vigança de jack buffalo head", "tempo ruim", "bom é quando faz mal" e "Pé na porta e soco na cara" (aos fãs acrescentem mais uma dúzia de músicas aqui) foram grandes ápices no show, sem contar a clássica "Ela robou meu caminhão" (que mostra qual a verdadeiro medo de todo homem...), na pausa o palco alternado começou Stress, primeira banda de trash metal do Brasil, propaganda imbutida da mesma, onde as pessoas voavam (literalmente) nesse intervalo para a esperada Velhas pude esbarrar no Bnegão, tirar uma foto com a Syane Neno (apresentadora "sonho de consumo" local), um tapinha nas costas do Elder Effe, voz e guitarra do Ataque Fantasma alem de reconhecer alguns coleguinhas de Twitter, até me surprender com o que viria.

 Pay attention guys: se você tem algumas audições de Velhas Virgens, assim como eu tinha, esquece-as, o show é o caralho (termo que melhor define-os).

"Belém, terra quente pra caralho, bom pra tomar cerveja!!"  Paulão. 

 O esquema de rocknroll com letras escrachadas não é de hoje, na verdade o humor no rock é uma questão de interpretação, ele existe em maior ou em menor grau, mas as velhas virgens nos seus mais de vinte anos de estradas (e sacanagens nacionais) nos mostram o desejo mais humano através das músicas, o de querer gozar, aliando rock clássico e blues com letras sexualmente-alcoolicas (ou vice-versa) o vocalista Paulão encarna o puto sacana motherfucker ao lado dos vocais melosos de Juliana Kosso e assim "putaria" está formada, grande parte das músicas não conhecia, o que não fez a mínima diferença, sempre contando com refrões grudentos, no melhor estilo "bebados cantando junto" se fez o show pra dançar, gargalhar, beber e beber bastante, já figurando clássicos instantaneos do novo disco dos caras como "O amor é outra coisa", "Strip & Blues"e a pura poesia de bar "A última partida de bilhar" alem de hits underground que na minha opinião se reinventaram ao vivo como "Siririca Baby", "Uns drinks", "O que é que a gente quer?" entre outras... Impressões pouco sóbrias de uma noite delícia entre amigos e parceiros de bar, a ressaca cotidiana não me fez deixar de ir pro trabalho e ainda cansado fazia dar pequenos sorrisos lembrando da noite anterior, se estiverem vivos ano que vem, esperimentem, #fikadica.

 Os mais aptos sobreviveram...

Fotos tiradas do Flickr do Serasgum
  

23.9.09

EP [ou] To Bash In Minds


 Nas segundas mornas, nas ruas vazias, nas escadas do condomínio, para o banco da praça em tardes de brisa enquanto balançam os bambuzais, para filmes sem sentido, para cartas nunca enviadas, para e-mails a uma desconhecida, para o jantar requentado ao lado do ensurdecedor não tocar do telefone, para a televisão sem som, para dias ímpares com gosto de pizza fria, para olhares alheios, para o punhado de palavras que o vento traz vez ou outra para lembrarmos que existe melodia cotidiana, para os textos de blogs abandonados, para o abraço ao parente distante junto ao sorriso fácil, para um gole de cerveja no meio do dia só pra abrir o apetite, para as lembranças boas de épocas não vivídas, para a piada sem graça e o chocolate quente num dia de chuva, para o cara e coroa em final de campeonato, para o Kafka guardado na estante esperando sua vez, para o esperar do ônibus das nove e meia, para o sorriso dado ao ler a menssagem enviada uma hora da manhã, para o sono tranquilo do garoto, para os dois reais achados no bolso da calça, para o marcar do ultimo item da lista como feito, para as músicas sem refrão e as pernas das meninas de fora, para as moedas chaoalhando no bolso e o beijo de despedida....   

Um EP de valor símbolico, com direito a capa e título, de algumas coisas que ajudam a manter o equilíbrio.  



1.Do you Realize (Flaming Lips)
2.Star (Primal Scream)
3.In The World (Moby)
4.High and Dry (Radiohead)
5.Knife (Grizzly Bear)
6.No Cars Go (Arcade Fire)

tente isso.

28.8.09

Viagem de ida para a lua.


Dark Side of the Moon
1973

 A  perfeição existe...


13.8.09

Barulheira

A volta da terra dos bufalos me lembrou como os verões são universos paralelos onde acostumamos fácil, a vida segue sua rotina me apresentando um leão para matar todos os dias enquanto tento combater a dor de cabeça com mais barulho, escapismos na cultura pop não são de hoje, mas quando algo vindo da garagem de Jack White me faz sorrir é sinal que existe esperança no mundo.

"Jack White acorda no meio da noite e pensa: - chega de enrrolação, tá na hora de rock'n roll", essa foi minha primeira impressão nas primeiras faixas de Horehaund (2009) primeiro album de seu mais novo projeto, The Dead Weather, onde este pega as baquetas, deixa Dean Fertita, do Queens of the Stone Age, na guitarra e Jack Lawrence do Raconters, no baixo (lembrando em trechos o Queens..., um Rage Against the machine e a própria guitarra de White em muitas músicas), e deixa o bluesão sujo desenrrolar-se unido ao hardcore garageiro, fato é, que o trunfo da banda em parte é trazer a vocalista Alison Mosshars do The Kills para a trupe, ela traz a suavidade em meio ao caos, traz sensualidade a sombriedade da banda, da o toque Janisjopliano ao novo projeto de White, que ha tempos não me convencia, sim estou falando com você Raconters, e desde Elephant do White Stripes não me fazia querer vestir a jaqueta, pegar minha moto e beber cerveja nos bares da vida.
Nota:8.
Destaque para Treat me like your mother, So far from your weapon e New pony.



Ao pequeno Gregor: Deixe o rock invadir seu coração, abraço forte.

2.7.09

Caminhante da Lua


 Não sou grande fã de Michael, pra ser sincero nunca ouvi um disco todo dele, ao saber pelo twitter da morte do artista um onda nostalgica me invadiu e relembrei que em algum momento ele já tinha sido meu heroi, sabe aquela frase de Magnolia: "Nós passamos pelo passado, mas o passado nunca passa por nós", talvez resumisse o sentimento que tomou-me naquela noite de quinta, sou da última geração que viu Michael ainda fazendo algo bom, fui apresentado a ele num VHS antigo do meu tio que continha Moonwalker, era sensacional os clipes, pequenas obras de arte, nos seguravam na poltrona sem nos dar chance de sair, transformou-se ali no ídolo clássico, onde todos queriam imitar, a dança não era mero complemento, era parte do espetáculo, seu legado vemos hoje em programas como idolos, onde artistas querem cantar e dançar assim como ele, tirando que com ele não parecia piegas... em meados da década de noventa o fantástico exibia "Black or White" ele ainda "reinava" quando segui por outros rumos musicais, em suma Michael estava "morto" para a música há tempos, seus trabalhos da segunda metade da decada de noventa não chegavam mais ao patamar dos anteriores  e sua morte só veio por fim na carreira formada na decada de 70 e 80, não dava pra considerar ele como "mais um na multidão" visto suas revoluções musicais, mas de certo o Michael ícone eternizava-se enquanto a pessoa se deteriorava.  Não entendam mal, dizer que não gostava de Michael seria trair meu eu de dez anos, apenas não o levava a serio mais.
 Ele ficará no imaginário pop enquanto este existir. 
 
 Postêr de Moonwalker, assitam e sejam felizes.

29.1.09

Top Five XI


Top Five Albuns 2008


5.The Kooks - Konk



4.Metallica - Death Magnetic



3.Bon Iver - For Emma, Forever Ago


2.Death Cab For Cuties - Narrows Stairs


1.Ac/Dc - Black Ice


Ano cremoso de música, deixo de fora varias preciosidades do ano que passou para transpor meu top lista de albuns 2008, lista um tanto irregular visto a dispariedade de gêneros, mas enfim, é isto.
Meu Top vai para o Black Ice do AC/DC que volta após oito anos do mesmo jeito de sempre, chuta a bunda de vários críticos de rock e de uma leva de bandas mela-cueca, os caras fazem o mesmo álbum desde que se formaram, mesmos arranjos, mesmo vocal, a mesma formula rocker com o velho e bom selo de "Rock é isso" (primeiro colocado por esse fanboy descarado aqui mesmo); Todo final de ano ouço os álbuns que no decorrer do ano não tive oportunidade, tenho uma semana recheada do que teve de melhor no ano, desta lista de final de ano destaco dois em especiais, Narrow Stairs do Death Cab For Cuties, da onda indie que assola o mundo nos últimos anos há bons frutos a se colher, O Death... faz um album belo, que da vontade de andar de bicicleta (clichê indie), simples, letras por vezes estúpidas e melodias limpas com uma "até" certa frescura, agente vai ouvindo, ouvindo, ouvindo e quando vê esta levando pra qualquer lugar, assobiando e escrevendo post's a respeito, “I Will Possess Your Heart” o single kilométrico é acompanhado por ótimas canções, um baixo envolvente e resquícios de Beach Boys; A outra banda indie maldita é o Bon Iver que com For emma, forever ago, não me deixou em paz desde o momento que soaram os primeiros refrões, não me sinto feliz em afirmar isso, mas me senti aquelas menininhas com sua música favorita tocando no radio ao me deparar feliz na terceira audição do disco, daqueles albuns de guardar na estante e se refugiar nele a qualquer hora, falsetes tomam ar de poesia, disco para se ouvir sozinho ou presentear alguem, de dizer eu sou indie mesmo porra (apesar de não ser), delicia cremosa.
Quarta posição fugindo de contramão aos discos citados acima, Death Magnetic do Metallica, o metal old school senta a mão mais uma vez no que parece uma aperfeiçoamento de "St Anger" (2003), um disco que deve seguir a receita da banda e ficar melhor com o tempo, pesado, agressivo e rápido como de costume, eh vestir o jeans e comprar umas cervejas, destaco "The Day That Never Comes" que é o single, James ainda com um vocal foda acompanhado por sua trupe matadora e “Suicide & Redemption” uma faixa instrumental belíssima, sim o metal tem coisas belíssimas... E pra fechar meu top "montanha russa de gêneros" o descompromissado Konk do The Kooks, que ganhou essa colocaçao por insistência mesmo, album banal, sem grandes experimentaçoes, com letras bobas como suas melodias, daquelas bandas formada por produtores pra venderem discos e depois serem esquecidos no imaginário pop, ainda assim me convenceram que no meio comercial existe rock e que no seus quinze minutos de fama fizeram as músicas mais memoráveis de series adoslecentes dos últimos anos.

10.1.09

A Blogoteca

 Ano novo e como diria Paulinho Moska, tudo novo de novo, entre achados e perdidos um projeto me chamou atençao e afinidade nos ultimos dias, La Blogoteque, como os mesmos se descrevem:


"Toda semana, nós convidamos um artista ou uma banda para tocar na rua, em um bar, um parque, ou mesmo em um apartamento ou em um elevador, e temos toda uma sessão. Evidentemente, o que faz a beleza de tudo é os poucos incidentes, hesitações, e outras coisas acontecendo desplugadas. Além disso, nós não editamos os vídeos para que eles continuem perfeitamente impecáveis, em vez disso, continuamos o som cru dos arredores. Nosso objetivo é capturar instantes, filme a música como ela acontece, sem preparação, sem truques. Espontaneidade é a palavra-chave."


 A Blogoteca, foi um oasis no meio do deserto do meu dezembro, e tem duas vias claras, traz um artista d uma forma diferente e tambem traz novos artistas, dessa forma que veio a mim, Seasick steve, Bon Iver, Yeasayer, Grizlly Bear e outros.  




Bon Iver - For Emma, Forever Ago; E de onde veio esse tem muito mais.

13.12.08

Uma musica para salvar sua vida...

E quando menos se espera ela entra, senta no sofá da sala, liga a tv como se sempre estivesse ali e você não consegue dizer não por que sabe que renega-la seria aceitar o marasmo cotidiano, você sabe e as pessoas não vão perceber, mas ela salvou sua vida. Sim estou sentimental, deixo aqui algumas palavras para as musicas que surgem do nada e preenchem os espaços vagos ou mesmo criam esses espaços, pode te conquistar aos poucos como Fake Plastic Tree do Radiohead, ou nos primeiros acordes como Wonderwall do Oasis mas independente disso, de certo você vai sair a rua e achar o céu mais azul.



Beirut - Elephant Gun (do Ep de 2006 Lon Gisland)

Pra veres como são as coisas, eu que seguia desacreditado nesse final de ano encontro essa musica (que me levou a banda), e volto a achar que o mundo nao está perdido. 

Sim, dou meu braço a torcer pelo sonoplata global que entre muitas merdas fez jus ao salário.


26.8.08

Top Five X

Existem poucas coisas que podem fazer efeito em situações ruins, as que eu sempre recomendo são, banho quente e tylenol, se não der certo indico um cd de Soul music...

Com os dias estavam carregados de más premissas, me vi recorrer a black music da decada de 70, me deixei mergulhar nos embalos soul, que sem duvida revigoram a alma e inundam seu coração de amor... é nesse clima que faço este top que é estritamente pessoal, agora, na boa, esses são os MESTRES, entendeu, não olhe para outras coisas, é isso Aqui, ouça e seja feliz.

Top Five Musicas pra Conquistar Alguem (Soul Baby, Soul...)

Ray Charles - I can't stop loving you (1962)

Stevie Wonder - You Are The Sunshine Of My Life (Talking Book, 1973)

Marvin Gaye - Let's Get it On (idem, 1973)

Barry White - Can't Get Enough Of Your Love Babe (Can't Get Eanough, 1974)

Al Green - Let's Stay Together (Idem, 1972)


Confesso que sempre quis fazer uma lista assim, com os MAIORES clichês do genero, na maioria dos tops procuro coisas não obvias, mas em se tratando de clima romantico, tem que ser canalha, tem que ser descarado, tem que ser "love", aquela musica que não tem como você não levar pra segunda intenção (sem abusar da melação excessiva), essas são apenas pérolas dentro de albuns fantasticos, então não adianta ouvi-las individualmente, ouça o album todo e entenda o contexto de cada uma.
A principio minha lista tinha apenas as três primeiras posições, Stevie Wonder e Ray Charles entraram pra integrar o time dos "pegadores", agora, as três primeiras posições são delicias demais, faz o seguinte, chega com a gatinha gostoso, chega no ouvidinho dela, põe uma desses e é só fazer um carinho delicia, NÃO TEM ERRO.




Yoooouuuu make me feel...

29.6.08

Racional


Racionalidade
ao Povo!


Torrent dos dois discos.

21.6.08

Noite Paraense

A internet de certo é a responsavél pela criação de diversos universos paralelos, explico, mesmo um dançarino de cumbia da venezuela pode estar informado com a parada gay da espanha, iso porque cada um consome o que bem quer, e como a rede mundial tem de tudo, cada um tem seus próprios "programas", assim vou chama-lós. Bem, enrrolação pra dizer que mesmo estando na terra do meio (leia a introdução desse topico), onde a floresta está sendo devastada para os sem-terras, criação de gado, proliferação de kitnets e cybercafé's, encontra-se um alienado que conhece mais os festivais do país do que a cena cultural local, sei que não sou o único, e isso muito e devido a um emprego meia-boca e muito entulho pop que me consome.


No ultimo sabado (dia 14), resovemos, eu e a garota G, sairmos do mundo locadora e banca de revista para o mundo boêmio da cidade das mangueiras... estavámos no Liverpool a tomar uma breja quando surgiu a idéia de irmos ao Açai Biruta onde estaria acontecendo o lançamento do 3º festival Se Rasgum, foi então que começou nossa odisséia pela noite paraense nunca antes vista... (dramaticidade inclusa).
Contamos la bufunfa, negociamos o taxi e seguiamos pela primeira vez ao Açai Biruta somente antes consultado no Google earth, atravessamos a cidade e fomos parar as margens da baia do Guajará, o bar encontrava-se como alguns tantos da cidade num gueto sujo que dava pra um trapinche o famoso clichê do gastar muito pra parecer que não gastou nada..., eu a garota G não entramos a principio e ficamos bebendo na entrada visto que não tinhamos dinheiro extra para as brejas, nos garantimos então por ali mesmo.
.
- Legal aqui não é? Perguntei ao senhor que vendia bebida.
- Aqui é muito bom, sempre dá muita gente.
- Do trapinche fizeram um bar, legal.
- Eu tô vendo um barco ali. Diz a Garota G
- O bom é que qualquer coisa se joga no rio e pronto.... rsrsrs
- tu pensa o que? é pro rio mesmo, num tem saida de incendio pra cá não, tem que se jogar no rio mesmo se der merda.
- Porisso que tem gente que vem pra cá e acorda em cotijuba.... rsrsrs
- É.
-...
-...
- Aqui o da cerveja, acho que vamos entrar.

Entramos, o motivo de mim estar relutante em vir era que no Liverpool, tocaria Beatles Forever, mas como eles tocam lá todo sabado (religiosamente) optamos por vir ao Açai, e tambem pelo fato que das bandas a se apresentar estaria Edi, banda de recife percursora do movimento Mague Beat, dai meu preconceito, gostava de alguma coisa do Nação Zumbi (minha banda referência do movimento), mas tinha certo receio dos tumti-patum (ou mesmo coisas cabeçudas) que eles faziam. Entramos e um dj ralé do ceará se apresentava (com grande parte do repertório descartavél), fomos então conhecer um pouco do local, que ao final se pôs no top dos bons bares da cidade, o Açai Biruta é uma casa de show bem ampla com diversos ambientes (não, não estou ganhando nada com o jabá) e o ambiente mais peculiar é o navio estacionado, com escadas para o livre transitar por ele, alem da Tapiocaria Paraense que se encontra dentro do barco. passeio pelos ambientes feito, fomos ver a presentação do Edi, compramos uma cerveja e nos posicionamos pra ver a banda, após o meio da primeia música a deconfiança de principio deu lugar a um sorriso maroto e ao balançar invonluntário do corpo, numa mistura de samba, reggae e uma guitarra ala recifiana, curti a banda que apresentava-se pela primeira vez em Belem, a vida boêmia é algo irrecusávél, tentadora, viciante, em meio a danças com direito a passinhos inventados na hora, fiquei pensando o que fazia em casa ha tanto tempo, após a apresentação (e a volta de um outro dj meia boca) comemos arroz com galinha e vatapá que uma senhora estava a servir, voltamos para a apresentação principal tamanha 3 horas da manhã e o desgaste ja era visivel.


The Dark Charque of The Moon, entrou sem apresentações, a banda é um projeto do La Pupuña, banda paraense, herdeiros confessos da guitarrada, era no minimo curioso o projeto, guitarrada e Pink Floyd, a brincadeira com o nome é uma referencia a como o paraense chama a genitalia feminina, curiosidades a parte, encarei o show ja um tanto cansado e os passes ja não eram tão empolgados, apenas se tornando assim quando eu identificava a musica, como money e eclipse, de resto foi curtir o ar psicodelico regional a qual o show incitava, em suma os caras me convenceram como num ciclo de pensamentos, me vi enclichezado com o regional-alternativo-de-qualidade, então senti-me em algo unico, como que privilegiado pelo que ouvia, compramos outras cervajas e mesmo após a banda ter ido embora a garota g ainda dançava pa me fazer inveja pois não conseguia pensar direito com o cansaço, a manhã ja se mostrava presente quando procuravamos pechinchar a volta pra casa.
Experiencia gratificante e passo a incluir a noite da capital nos projetos futuros assim que a verba entrar e não ter que tirar do leite das crianças e nem do cinema...

28.5.08

Blues is the teacher. Punk is the Preacher.

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.Há tempos minhas andanças pela blogsfera não rendiam bons frutos como os de hoje, talvez não tenha sido a passeada em blogs e sim minha ausência no cenário Rocker mundial que acaba por me deixar extasiado com a banda a seguir, a surpresa veio do sul da california onde copiando as palavras do blog Black Zombie, "The Stooges com Tina Turner no lugar do Iggy Pop".
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. Assim o blog define The Bellrays, baixei de imediato sem grandes pretensões até o bagulho invadir a sala (me fazendo sair dançando pela casa) e o velho sorriso nos labios de quem pensa "o mundo não está perdido" voltar.
.Devidamente baixado Hard sweet and sticky, ultimo album da banda, volto a me encantar pelas misturas ritmicas, aqui impera com grande entendimento o Rock e o Soul, com influencias muito bem definidas (e distintas) do Punk e do Blues. Lisa Kekaula, vocalista da banda não apresenta nada de inovador, ela aplica uma receita infalivél, copia os melhores, e talvez a tamanha competência no que faz derive a sua inovação.
.Na primera faixa ja nos traz um Ac/Dc emblemático, e ao decorrer vemos a interação Rock/Soul na sua melhor forma, as musicas grundam no seu ouvido como se as conhecece de tempos e ao final você aperta o repeat inconscientemente.
.Entre as canções mais Soul temos Footprints on water, que é uma pérola dentro do album, e das mais Punk, Coming Down deixa qualquer bandinha inglesa da semana no chinelo, a voz de Lisa lembra uma Aretha Franklin, só que esta Aretha aprendeu a cantar com Angus Yong e a cozinha pesada (herança de Ramones e Stooges) traz um hard rock nostálgico e de extrema cremosidade, muito bem gerenciada por Craig Waters (batera) seguido por Bob Vennum (baixo) e (o discipulo de Jhonny Ramone) Tony Fate (guitarra).
.Bem, o rock está salvo (sim, eu paguei pau mesmo pra banda).

P.S. Este é o nono album da banda que esteve no Brasil ano passado (no Inferno Club, em Sampaulo, e ao lado do Mudhoney no festival brasiliense Porão do Rock).
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ouça mané

1.4.08

Ô Mississipi Véi

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> Há tempos venho pensando em colocar no blog a ala de HISTÓRIA, isso mesmo, constatações de pensadores russos e minhas próprias opiniões sobre "gregos e troianos", mas como a cultura pop me mantem refém, vou introduzindo-a homeopaticamente, de repenete me veio de meter duas coisas de uma vez só. (ui)

As impressões a seguir derivaram da overdose de blues que tive esse semana e alguns trechos foram retirados da minha aula de América II, alem do que, destaco aqui três albuns de senhores que se prestam a melhorar a vida de qualquer mané que saiba o que é bom.

Vamos tentar fazer um resumão canalha da história do blues, No sul dos States por volta do final do sec XIX e inicio do XX a grande população negra trabalhava em massa nas plantações de algodão e pra passar as horas sofridas debaixo do sol, entoavam canticos que apesar da raiz africana mesclava com os ritmos locais, o blues derivou-se do Negro Sprituals, que é Blues, só que esse só falava de Deus, salvação e essas coisas divinas, O blues propriamenete dito retratava a vida dura do negro, e veio a ter reconhecimento após a guerra civil que o Tio Sam se encontrava, e assim nasce o ritmo mais cool/pop/cult que se podia ter criado, afinal nada mais a partir daí seria o mesmo, ou você acha que o Country, Rynthm and blues e futuramente o Rock vão surgir de onde?
Junto ao Jazz, o primo classudo do Blues, este foi o presente da mãe Africa para as gerações futuras.
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O Blues se consolida como estilo musical com as canções de trabalho e apartir daqui meus comentarios iam ser mais enciclopedicos que opiniões próprias, então destaco os albuns destrinchados essa semana e essenciais na vida das pessoas de bem.
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John Lee Hokker - The Best of - Uma das lendas a qual tinha ouvido pouco e mesmo que não seja a favor de coletâneas está e a do Muddy Waters eram as unicas disponivéis que achei, de certo outras virão, aqui o que predomina é o bate papo que hooker nos convida, os dialogo que vão nos envolvendo e nos levando pelas desventuras da vida dos negros que tocam guitarra. ouça - I Can't quit You e I Put My Trust in You, lindas de doer.
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BB King - Blues on the Bayou - 1998 - Não queria falar muito, afinal é o "rei", e neste terceiro album a qual escuto, King nos poucos mais de 60 minutos de Blues on the Bayou, se mostra King, aquele blues contagiante que dá vontade de sair pela sala dançando, onde saimos levitando por uma felicidade que nem sabemos qual é, King não deixa o album cair momento algum com sua Lucile nos falando coisas azuis. Ouça I'll Survive e.... esqueça, ouça tudo.
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Muddy Waters - Essential Collection - Muddy é o único dos três que nunca tinha ouvido nada, e sim, eu me arrempendi nos primeiros acordes, deu pra entender na hora porque a critica dizia que sem ele não existiria Beatles ou Stones, entendeu, não existiria BEATLES e STONES, talvez aconteça com a maioria que o ouve waters mais comigo dava pra identificar clássicos instântaneos, aqueles que você ouve uma vez e sabe. Baby please don't go e Mad love (I want to love me) são dessas.
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Muddy Waters - I Just Want To Make Love to You
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Kate Moss Bônus Track